(Português/Italiano) “Polluters talk, we walk”

Daniele Saguto e Iva Muharremi, da Agenzia di Stampa Giovanile

 “Enough is enough” (“Quando muito é demais”). Começa assim o manifesto publicado por vários grupos ambientalistas e organizações da sociedade civil que em 20 de novembro, por volta das 14h00, decidiram abandonar o Nardoway Stadium em uma marcha de protesto. Foi uma decisão sem precedentes no cenário das negociações patrocinadas pela ONU, consequência da profunda distância entre sociedade civil e o círculo técnico-cientifício que deveria tomar (mas não o faz) decisões eficazes e resolutivas.

“Polluters talks we walks” (“Poluidores falam, nós caminhamos”). Assim se leu nos cartazes dos manifestantes pelas ruas. Seus olhares são fortes e decididos, como as ideias que levam adiante. A mensagem que deixam é clara, uma ataque contra todos os jogos de poder e pressão que levaram ao centro os interesses das grandes indústrias energéticas poluidoras (muitas delas patrocinadoras da COP), dando inclusive visibilidade e força ao “Coal & Climate Summit”. No último dia da Conferência, os negociadores perderam de fato toda a credibilidade: muitos Estados voltaram atrás no momento de fechar os acordos (entre eles Japão, Austrália, Canadá e Polônia). Não existe nenhuma vontade de reduzir as emissões e não existe, também, nenhum acordo de financiamento acordado entre as Partes.

Os grupos, entre os quais Greenpeace International, WWF, Oxfam International, ActionAid International, Friends of the Earth Europe e International Trade Union Confederation, se retiraram e entregaram suas credenciais oficiais.

“Não estamos desistindo, mas queremos levar a luta a um nível diferente. Se queremos obter uma solução da COP, precisamos de pessoas em todo o mundo que comecem – em cada país – a exercer pressão sobre seus governos, de forma a que tomem decisões ambiciosas em relação à redução das emissões”, declarou Kumi Naidoo’s, presidente do Greenpeace.

De fato, não decidiram se excluir do processo da UNFCCC, mas prometeram voltar para as negociações em Lima, no Peru, mais fortes e organizados. “#Volveremos!” (“Voltaremos!”). Nos encontramos na COP20.

Versione italiana

Polluters talk, we walk

Daniele Saguto e Iva Muharremi dall’Agenzia di Stampa Giovanile

“Enough is enough” (“Quando è troppo è troppo”). Inizia cosí lo Statement pubblicato da vari gruppi ambientalisti e dalle organizzazioni della società civile che il 20 Novembre, verso le 14:00, hanno deciso di abbandonare il Nardoway Stadium con una marcia di protesta. Si tratta di una decisione senza precedenti nel quadro dei negoziati patrocinati dall’ONU, conseguenza del profondo scollamento tra la società civile e l’ambito tecnico-scientifico che dovrebbe prendere (ma non lo fa) decisioni efficaci e risolutive.

“Polluters talks we walks” (“Chi inquina parla, noi camminiamo”). Cosí si legge nei cartelli dei manifestanti che incontro per strada. I loro sguardi sono forti e decisi, come le idee che portano avanti. Il messaggio che lanciano é chiaro, è un attacco contro tutti quei giochi di potere e quelle pressioni che hanno portato a mettere al centro gli interessi delle grandi industrie energetiche inquinanti (vedi gli sponsor della COP) dando anche visibilità e forza al “Coal & Climate Summit”. Oggi é l’ultimo giorno della Conferenza e le negoziazioni hanno perso di fatto ogni credibilità: molti Stati si sono tirati indietro al momento della resa dei conti (tra gli altri Giappone, Australia, Canada e Polonia). Non c’è alcuna volontà di ridurre le emissioni e non c’è di fatto nessuna forma di finanziamento concordata tra le Parti.

I gruppi, tra i quali Greenpeace International, WWF, Oxfam International, ActionAid International, Friends of the Earth Europe and the International Trade Union Confederation hanno marciato e consegnato il loro bedge ufficiali.

“Non stiamo gettando la spugna, ma vogliamo portare la lotta ad un livello diverso. Se vogliamo ottenere una soluzione da questa COP abbiamo bisogno di persone in tutto il mondo che inizi – in ogni paese – a mettere pressione sui loro governi affinchè vengano prese decisioni ambizionse in relazione alla riduazione delle emissioni”, ha ribadito Kumi Naidoo’s, presidente di Greenpeace.

Non hanno deciso di tirarsi fuori dall’intero proceso dell’UNFCCC, promettendo di tornare per le negoziazioni a Lima, in Perù nel 2014, più forti e organizzati. “#Volveremos!” (“Torneremo!”). Ci incontreremo alla COP20.

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

Ver +

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *