(Português/Italiano) Fragmento do diário de um lobista

De Giovanni Cunico, Daniele Saguto e Umberto Pessot, da Agenzia di Stampa Giovanile

Já é a terceira vez que participo do “Sustainable Innovation Forum”, que está em sua nona edição. E é sempre uma ótima ocasião para encontrar os líderes mundiais da indústria, dos governos e das ONGs.

Depois de descer do avião já com um carro particular reservado pela companhia (uma confortável BMW X5), cheguei ao Intercontinental Hotel, no coração de uma Varsóvia acinzentada.

Alguns simpáticos jovens, na entrada, me deram um folheto:

“O Fórum se reúne todos os anos por ocasião da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas para acelerar o processo de crescimento verde e desenvolvimento sustentável no mundo. É um momento para debater e compartilhar ideias que possam gerar novas formas de compreender o desenvolvimento. O encontro é organizado pela ‘Climate Action’ e pelo UNEP com o objetivo de criar uma plataforma no interior da qual os diversos agentes interessados possam dividir conhecimentos e identificar soluções inovadoras para enfrentar os desafios advindos da mudança climática e do crescimento excessivo da população mundial.”

Vejo a apresentação da Summit ao lado. Rio com meus botões.

Abrindo os trabalhos, o discurso de Achim Steiner, Under Secretary-General das Nações Unidas e Diretor do UN Environmental Programme (UNEP), que diz as palavras de prache sem muita paixão:

“O desafio em Varsóvia é encontrar modos de acelerar o processo de crescimento verde realizado nos últimos anos. O Plano de Ação de Bali em 2007, a Plataforma Durban em 2011 e o Doha Climate Gateway do ano passado são pontos-chave na batalha que enfrentamos para mitigar os efeitos da mudança climática. A COP19 deve reverberar nosso exemplo para alcançar um acordo vinculante em 2015.”

No palco se alternam palestrantes de primeira grandeza, entre os quais a comissária encarregada para ações climáticas da União Europeia, Connie Hedegaard, o Ministro do meio ambiente da próxima COP de Lima, Manuel Pulgar Vidal, e Ville Niinisto, Ministro do meio ambiente da Finlândia.

O ponto central da discussão foi a criação de uma parceria entre política e setor industrial para a promoção do desenvolvimento sustentável para o ambiente e para as pessoas. Essa colaboração deve ser criada, de acordo com o que pensamos, entre um grupo de pessoas de “alto nível” de conhecimento.

Dessa forma, o evento refletiu sobre como unir lucro a desenvolvimento sustentável. Durante as diversas discussões, surgiram muitíssimas estratégias para unir as novas perspectivas de economia verde com as possibilidades de lucro para aqueles quem estiver interessando em suas vantagens.

Foram discutidas propostas e análises sobre diversos assuntos: como ampliar e otimizar o mercado de emissões ou do reflorestamento, para onde endereçar os investimentos no futuro próximo, quais inovações “green” serão mais rentáveis, como aproveitar a marcha verde para vender mais, etc…

Como foi dito mais de uma vez durante o dia: “sustainability is profitability”! Afinal, vamos falar a verdade: quando falamos de sustentabilidade, falamos de dinheiro, de negócios, de desenvolvimento tecnológico – certamente não de bons sentimentos ou filantropia!

Alguém na plateia nos acusou de sermos abutres. Mas não é culpa nossa, é nosso modelo econômico que funciona assim. Então não nos acusem, nós apenas jogamos com as regras que nos foram dadas. E além disso, vocês que nos apontam o dedo… quantos de vocês estariam dispostos a pagar uma fatura quatro vezes mais alta para serem “ecocompatíves”?

A verdade é que, no atual estado de coisas, devemos alinhavar o futuro do nosso planeta ao lucro das pequenas e grandes corporações, de outro modo nada será feito em larga escala.

Durante o luxuoso buffet, tive a oportunidade de fazer um pouco de “networking” com pessoas importantes do setor. À tarde, nos concentramos sobretudo sobre a questão dos financiamentos, sem dúvida a parte mais mobilizante do evento. Fiz algumas anotações sobre como receber e fazer crescerem os empréstimos que os bancos de investimento público concedem a projetos de requalificação verde.

Tomei nota, como solicitado pela companhia de que faço parte, de alguns dos patrocinadores que tornaram possível este frutífero dia: o já citado European Investement Bank (o banco de investimentos da UE), Avaya (uma das maiores sociedades de comunicação corporativa), Newholland Agricolture (multinacional de produção de máquinas agrícolas), Stamicarbon (líder no mercado mundial no campo da tecnologia de ureia, o elemento químico mais produzido no mundo e utilizado em cerca de 40% da produção agrícola no planeta). Entre os parceiros institucionais, tomei nota da ACEA (European Automobile Manufacturer’s Associacion) e da IETA (International Emission Trading Associacion).

Depois do último aperitivo, decidi ir embora. O tempo era frio e, à minha espera, estava o mesmo carro preto com o mesmo motorista.

Preciso ser honesto: estou realmente satisfeito com esse dia, entre as anotações e os encontros interessantes que tive. Pensando um pouco a respeito, posso concluir que provavelmente faremos crescer o setor ligado às energias renováveis e conseguiremos investir para tornar mais “verde” nossa marca. Como dizia Heráclito, “tudo muda”. Mudam os tempos, muda o clima e, então, por que nós também não mudamos? É uma questão de adaptação… ou pode chamar de “resiliência”!

Versione italiana

Frammento del diario di un lobbista

Di Giovanni Cunico, Daniele Saguto e Umberto Pessot dall’Agenzia di Stampa Giovanile

Questa è già la terza volta che partecipo al “Sustainable Innovation Forum”, giunto ormai alla sua nona edizione. E’ sempre un’ottima occasione per incontrare i leader mondiali dell’industria, dei governi e delle ONG.

Dopo essere sceso dall’aereo con l’auto privata prenotata dalla compagnia (una comoda BMW X5) ho raggiunto l’Intercontinental Hotel, situato nel cuore di una grigia Varsavia.

Delle simpatiche ragazze all’entrata mi danno un volantino:

“Il Forum si riunisce ogni anno in occasione delle conferenze delle Nazioni Unite sui cambiamenti climatici per accelerare il processo di crescita verde e sviluppo sostenibile nel mondo. E’ un momento in cui dibattiamo e condividiamo idee che possono generare nuovi modi di intendere lo sviluppo. L’incontro è organizzato da “Climate Action” e dall’UNEP con l’intento di creare una piattaforma all’interno della quale vari soggetti interessati possano condividere conoscenze ed identificare soluzioni innovative per fronteggiare sfide derivanti dal cambiamento climatico e della crescita eccessiva della popolazione mondiale.”

Scorro la presentazione del Summit con lo sguardo. Rido tra me e me.

Ad aprire la giornata il discorso di Achim Steiner, Under Secretary-General delle Nazioni unite e Direttore dell’UN Environmental Programme (UNEP) che fa un il solito discorso senza passione:

“La sfida per Varsavia è trovare delle modalità per acellerare il processo di crescita green fatto negli ultimi anni. La Bali Action Plan del 2007, la Durban Platform nel 2011 e il Doha Climate Gateway dell’anno scorso sono punti chiave nella battaglia che fronteggiamo per mitigare gli effetti del cambiamento climatico. La COP19 deve emulare il nostro esempio per raggiungere un accordo vincolante nel 2015.”

Sul palco si alternano speakers di primo piano, tra cui la commissaria addetta alle azioni climatiche dell’Unione Europea Connie Hedegaard, il ministro dell’ambiente della prossima COP di Lima, Manuel Pulgar Vidal e Ville Niinisto, Ministro dell’ambiente della Finlandia.

Il punto centrale di cui abbiamo discusso nella giornata é la creazione di una partnership tra politica e settore industriale per la promozione di un evoluzione verde sostenibile per l’ambiente e per le persone. Questa collaborazione deve crearsi, secondo noi, tra un gruppo di persone di “alto livello” di consocenze.

Così si é riflettuto su come legare profitto e sviluppo sostenibile, questo é stato il tema centrale del meeting. Durante le varie discussioni sono emerse moltissime strategie per collegare le nuove prospettive di green economy con le possibilità di profitto per coloro che ne sapranno trarre vantaggio.

Così sono state avanzate proposte e analisi intorno a molti argomenti: ad esempio come ampliare e ottimizzare i mercati delle emissioni o della riforestazione, dove indirizzare gli investimenti nel prossimo futuro, quali innovazioni “green” saranno le più redditizie, come sfruttare il marchio verde per vendere di piú, etc…

Com’é stato piu’volte ripetuto nel corso della giornata: “sustainability is profitability”! Perche’ diciamoci la veritá: noi quando parliamo di sostenibilità parliamo di soldi, di business, di sviluppo tecnologico, non certo di buoni sentimenti o di filantropia!

Qualcuno in platea ci ha accusato di essere degli avvoltoi. Ma non e’ colpa nostra, e’ il nostro modello economico che funziona cosi’. Quindi non accusateci, giochiamo solo con le regole che ci vengono date. E poi voi che puntate il dito dal pubblico…quanti di voi sarebbero disposti a pagare una bolletta quattro volte piu’salata per essere ecocompatibili?

La verita’ é che allo stato delle cose dobbiamo intrecciare il futuro del nostro pianeta al profitto delle piccole e grandi corporations altrimenti in larga scala niente verrá mai fatto.

Durante il lussuoso buffet ho avuto l’opportunita di fare un pó di “networking” con altri pezzi Grossi del business.  Nel pomeriggio ci si è concentrati soprattutto sul lato finanziario del tema, la parte di gran lunga piú coinvolgente dell’incontro.  Ho preso un pó di appunti su come ricevere e far fruttare i prestiti che le banche di investimento pubbliche concedono per progetti di riqualificazione verde.

Ho preso nota, come chiestomi dalla compagnia di cui faccio parte, di alcuni degli sponsor che hanno reso possibile questa fruttuosa giornata: la già nominata European Investement Bank ( la banca di investimenti dell’UE), Avaya ( una delle più grandi società nelle comunicazioni per le aziende), Newholland Agricolture (multinazionale della produzione di macchinari agricoli), Stamicarbon (leader sul mercato mondiale nel campo della tecnologia dell’urea, l’elemento chimico più prodotto al mondo e utilizzato in più del 40% della produzione agricola nel globo). Tra i partner istituzionali ho annotato l’ACEA (European Automobile Manufacturer’s Associacion) e la IETA (International Emission Trading Associacion).

Dopo un ultimo aperitivo offerto, ho deciso di uscire. L’aria era fredda e pungente, ad aspettarmi la stessa auto nera e lo stesso autista in livrea.

Devo essere onesto, sono proprio soddisfatto della giornata, tanti gli spunti e gli incontri interessanti. Tirando un pó le somme posso concludere che  probabilmete ingrandiremo il settore legato alle energie rinnovabili e cercheremo di investire altri soldi per rendere piú “green” il nostro marchio. Come diceva Eraclito, “tutto cambia”. Cambiano i tempi, cambia il clima e quindi perché mai noi non dovremmo cambiare? E’una questione di adattamento…chiamatela pure “resilienza”!

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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