Políticas de mitigação: o papel de REDD+ na COP 20 (Português/Inglês)

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Edoardo Quatrale, Sara Cattani, Cristina Dalla Torre e Elisa Calliari, da Agência Jovem de Notícias

A segunda semana da COP 20 se abriu com um dia especial dedicado ao REDD+. Uma série de eventos paralelos e iniciativas especiais ofereceram ocasiões para discutir a relação entre florestas e mudanças climáticas e para lançar luz sobre os esforços dos países em desenvolvimento na redução de emissões por desmatamento e degradação florestal.

Na verdade, o REDD+ tem sido uma questão transversal durante toda a COP20. Na terça-feira passada (2 de dezembro), o relatório de avaliação sobre os Níveis de Emissões Referência da Floresta no Brasil foi lançado e aplaudido pela transparência e abrangência que ofereceu. Foi o resultado de um esforço de pesquisa intensa, dadas as dificuldades em avaliar a quantidade de emissões de CO2 a partir de áreas desmatadas e o esforço técnico necessário para estabelecer o nível de referência. Este primeiro resultado encorajador deve ser seguido, em breve, pela liberação dos relatórios da Indonésia e do México. Isso é particularmente importante considerando que as atividades de desmatamento no Brasil e na Indonésia são sua primeira fonte de emissões de CO2.

No entanto, algumas questões importantes permanecem sobre a mesa, sendo a principal delas a atribuição de financiamentos para os países envolvidos na interrupção do desmatamento, bem como a criação de incentivos para as atividades de florestamento e reflorestamento. O Brasil, em particular, solicita fortemente compensações por seus esforços, dada a redução substancial das atividades de desmatamento, estimada em torno de 70%. De fato, o país tem levantado a questão em uma série de fóruns, incluindo a recém-concluída Avaliação Multilateral (MA). Outra questão que ainda se mostra controversa é o papel das populações rurais que vivem em territórios abrangidos pelas atividades de REDD+, e seu desejo de serem incluídos e salvaguardados. Esta abordagem incide particularmente sobre as comunidades que dependem da floresta e sobre os povos indígenas, cujos direitos a terras, territórios e recursos nem sempre é reconhecido pelas leis nacionais. Estes pontos foram levantado com voz forte pelas organizações indígenas presentes à COP 20, também através de um protesto pacífico programado para sexta-feira nas instalações da Conferência.

English Version

Mitigation policies: the role of REDD + at COP 20

Edoardo Quatrale, Sara Cattani, Cristina Dalla Torre, Elisa Calliari, dell’Agenzia di Stampa Giovanile

The second week at COP 20 opened with a special day dedicated to REDD+. A number of side events and special initiatives provided the occasion to discuss the links between forests and climate change and to shed light on the efforts by developing countries in reducing emissions from deforestation and forest degradation.

In fact, REDD+ has been a cross cutting issue during the whole COP20 so far. Last Tuesday (December 2) the assessment report on Brazil’s Forest Reference Emission Level was released, and applauded for the transparent and complete information it provided. This was the outcome of an intense research effort, given the difficulties in assessing the amount of CO2 emissions from deforestated areas and the technical effort needed for establishing the reference level. This first encouraging result should be followed soon by the release of Indonesia and Mexico reports. This is particularly important when considering that deforestation activities in Brazil and Indonesia account for the first source of CO2 emissions.

Nevertheless, some important issues remain on the table with the main one being the allocation of fundings for countries engaged in stopping deforestation and setting incentives for activities of forestation and reforestation. Brazil, in particular, is strongly demanding compensations for its efforts, given the substantial reduction in deforestation activities, estimated around 70%. Consistently, it has been raising the issue in a number of forums, included the recently concluded Multilateral Assessment (MA) exercise. Another issue which still proves to be controversial is the role of the populations living in territories addressed by REDD+ activities, and their wish to be included and safeguarded. This particularly concerns forest-dependent communities and indigenous people, whose rights to lands, territories and resources are not always recognized by national laws. These points have been raised with strong voice by the indigenous organizations attending COP 20, also through a peaceful protest taking place last Friday in the Conference premises.

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