Pesquisa aponta participação e confiança extremamente baixa dos jovens nas instituições políticas

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A partir do dia 25 de setembro, às 10hs, a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) disponibilizará os resultados da pesquisa O JOVEM E A POLÍTICA NA CIDADE DE SÃO PAULO: CONFIANÇA E PARTICIPAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES.

O estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Ciências Sociais da FESPSP ocorreu entre os dias 19 e 28 de agosto último, e foi realizado em pontos de fluxo da capital paulista. Foram entrevistados 1.130 jovens com idade entre 15 e 29 anos que dizem morar na cidade de São Paulo. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95% e o erro amostral é de 3 pontos percentuais para cima e para baixo.

A pesquisa apontou que, apesar de 41% dos jovens terem participado de alguma manifestação em São Paulo, o grau de confiança em instituições, como partidos, sindicatos, associações e a militância em movimentos políticos não ultrapassa 9%.

Os partidos e os políticos são os que mais geram desconfiança (resposta Não Confio) da juventude, com 60,8% e 57,79%, respectivamente, de resposta Não Confio. Apesar disso, o percentual de entrevistados que Confiam Totalmente, Confiam e Confiam Parcialmente nas eleições totalizarem 66,11%. Algo semelhante ocorre em relação aos Sindicatos onde 30,35% dos jovens afirmam não confiar. Já em relação aos movimentos sociais, apenas 10,35% dos jovens dizem não confiar.

Em relação às mídias, a desconfiança é maior em relação aos telejornais com 26,58% de respostas Não Confio contra 15,58% para a mesma resposta quando a mídia é o jornal impresso.

A confiança nos brasileiros e, em particular, nos paulistanos também foi pesquisado, a desconfiança atinge 20,00% e 17,43%, respectivamente. Já quando se fala nas instituições que devem preservar a segurança, como política militar, a desconfiança é tão grande quanto aos partidos e políticos, chegando a marca de 49,82%, por outro lado, nos bombeiros, que em São Paulo, fazem parte da PM, apenas 2,92% dos jovens afirmam Não Confiar.

Para o Coordenador da pesquisa, Rodrigo Estramanho de Almeida, docente da FESPSP, os números em geral não o surpreenderam tanto, mas ajudam a dimensionar e a entender um pouco mais o que esses jovens esperam das instituições e o que fazer para aumentar a participação deles na vida política das cidades.

Texto por: FESPSP | Imagem por: Levante.org

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