Paz ecumênica

Mais de oito líderes religiosos, de diferentes credos, se reuniram no Painel Mundial Inter-religioso para Construção da Paz no primeiro dia da Cúpula dos Povos (15), com o objetivo de discutir o papel das religiões na transformação do mundo. Grande parte dos líderes citaram o respeito e a liberdade para viver sua crença como maior desejo, visto que muitos segmentos ainda sofrem com o preconceitos e estereótipos.

 

Outros líderes optaram por justificativas e esclarecimentos em relação aos seus dogmas e crenças. Em um ponto, todos eles concordaram: o amor é a saída e a resposta para todas as questões.

 

Num dos discursos mais empolgados, pai Renato destacou o respeito mútuo e a valorização das diferenças como algo que deve ser praticado em todas as casas de fé. Segundo ele, “devemos amar, e isso não teve nenhuma ligação com a forma que rezamos ou manifestamos nossa fé.”

 

A representante do espiritismo reconheceu a importância da valorização das diferenças, mas o egoísmo e o orgulho feroz impedem a evolução por meio do respeito. Ângelo Inácio, representante da Pastoral do Meio Ambiente, ocupou todo o seu discurso com defesas a alguns dogmas da Igreja Católica, além de criticar aqueles que se dizem católicos não praticantes.

 

Revoltada com a postura do representante da Pastoral, a psicóloga e terapeuta holística quântica Maria Antônia gritou do meio da plateia: “a questão não é descaracterizar os dogmas e crenças, mas humanizá-los.”

 

Em todo o tempo, a necessidade do cuidado com os animais e a natureza fazia-se presente. “Nós somos a natureza”, disse a mediadora.

 

“Devemos ter uma crença responsável, para cuidar da natureza, olhar e amar o próximo. Não estamos aqui por acaso. Temos de nos fazer ouvir fora das nossas igrejas e templos. Nossas orações devem ecoar no Riocentro. Se a Cúpula dos Povos está vazia, é porque temos trabalhado pouco”, desabafou pai Renato.

 

Talvez um dos momentos mais significantes tenha sido a apresentação de dança e música cigana. Todos os presentes embalaram as ciganas com palmas e vivas. Os representantes do candomblé foram até o centro da roda dançar ao som de pandeiros e flautas.

 

Do Painel Mundial Inter-religioso para Construção da Paz saiu uma carta endereçada aos chefes de Estados presentes no Riocentro, local onde aconteceu o processo oficial da Rio+20.

Jackson Boaventura, jovem comunicador, no Rio de Janeiro (RJ)

Rafael

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