Participação inédita de crianças e adolescentes

Por Bruno Cavalcante, 15 anos e Douglas Silva, 17 anos

Após 17 anos, a Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente está em sua nona edição, sendo a primeira a ter participação em todo seu processo de construção e organização de crianças e adolescentes, bem como a cobertura educomunicativa da mesma, sendo realizada totalmente por adolescentes e jovens entre 13 e 26 anos.

A 9ª CONFDCA é um espaço extremamente importante para a promoção das políticas públicas da criança e do adolescente, bem como, na busca da garantia de seus direitos, servindo ainda como espaço de diálogo entre governo e sociedade civil. No estado do Acre ela foi realizada nos 22 municípios, tendo representatividade na etapa estadual de 15.

Com base nestes dados, a equipe de cobertura educomunicativa entrevistou adolescentes e autoridades, delegadas e delegados, observadores buscando sanar algumas dúvidas pertinentes. Veja a seguir:

 

Nome: Gisele Melo

Idade: 17 anos

Cidade: Xapuri – Acre

 

Você acha que depois de um evento como este algo pode mudar a respeito do direito das crianças e dos adolescentes?

R: Eu acho que isso nos dá mais motivação para participarmos de eventos como este sempre que possível.

Você acha que as crianças e adolescentes deveriam ter os mesmos direitos que os adultos?

R: Sim, pois as crianças deveriam ter o direito de se expressar, de expor sua opinião como os adultos fazem.

 

Nome: Fabio Fabricio – Coordenador dos Centros de Referência e Assistência Social

Cidade: Rio Branco – ACRE

                   

Qual a importância da presença das crianças e adolescentes nesta conferencia?

R: É fundamental a participação da criança e do adolescente em uma conferência como essa. Pois é uma atividade voltada para os mesmos. Não somos nós que vamos dizer o que é melhor e sim vocês que vão dizer o que sentem na casa, lá na escola, lá na comunidade de vocês, na entidade onde vocês participam. Vocês são os escritores da história da vida de vocês, os escritores da história da sociedade. A participação de vocês é especial, não faria sentido a realização deste evento sem seu alvo principal, seria um evento vazio e sem sentido, seria uma perca de tempo, mais se vocês estão aqui, o evento será bom. A partir da participação de vocês, nós vamos discutir o olhar de vocês, o nosso olhar é muito míope, muito distante, mais o olhar de vocês é mais real e mais objetivo, vocês são a razão da realização desta conferência.

 

Nome: Stefânia Pontes  – Secretária Municipal de Cidadania e Assistência Social

Cidade: Rio Branco – ACRE

Você acha que depois de um evento como este algo pode mudar a respeito dos direitos das crianças e adolescentes?

R: Sim, pois é exatamente nestes eventos, tanto na Conferencia Municipal, quanto na Estadual ou Nacional onde se debate os grandes temas, se faz a avaliação, que se propõe diretrizes para os próximos anos. É partindo dessas conferências que se desenha e se formula junto com a participação da sociedade civil, dos conselhos, dos delegados, a política pública da criança e do adolescente. No Brasil, assim como no Acre, nós tivemos grandes avanços a partir da realização de conferências, é um evento extremamente importante. Agora é preciso que os órgãos, o próprio governo do estado, até a prefeitura, possam estar executando e colocando em prática, aquilo que é definido na conferência.

Saiba mais:

O que é 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente?


Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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