Para auxiliar adolescentes que desejam entrar no mundo do trabalho, projeto Raízes do Futuro é lançado em São Paulo

Um dos objetivos é contribuir na identificação, por meio de formações, das competências dos participantes e ampliar o repertório de suas escolhas futuras

Por Guilherme Barbosa dos Santos, Paolla Menchetti Martins e Amanda da Silva Pina, adolescentes comunicadores da Agência Jovem de Notícias, de São Paulo (SP)

Na manhã desta quinta-feira, 21 de março, foi lançado oficialmente em São Paulo (SP) o projeto Raízes do Futuro, uma iniciativa que pretende desenvolver habilidades de adolescentes e jovens que buscam iniciar no mundo do trabalho.

O projeto, uma ação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com o apoio do banco Barclays e parceria técnica da ONG Cieds, irá oferecer formações técnicas para cerca de 500 adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.

As formações irão trabalhar alguns eixos que objetivam contribuir na identificação das habilidades e competências que o participante possui, além de ajudá-lo a ampliar o repertório de oportunidades existentes quando se busca o primeiro emprego. Nos encontros de capacitação, haverá momentos de construção de currículos, de dicas de como se comportar numa entrevista de emprego, educação financeira e debates sobre a importância de se trabalhar em equipe.

A Agência Jovem de Notícias conversou com o coordenador do UNICEF em São Paulo, Silvio Kaloustian, para entender o porquê de a organização apostar em iniciativas que ajudem os jovens a entrarem no mercado de trabalho. “Nós vivenciamos no Brasil um avanço muito grande em termos de políticas públicas e políticas sociais na área da infância, e hoje apostar na adolescência significa consolidar todos esses avanços e investimentos que foram feitos, ou seja, é uma fase importante na vida das pessoas que se conectam com o futuro”, falou.

Segundo ele, essa aposta é muito importante em termos de formação e garantia do potencial que os adolescentes possuem “para que possam se inserir no mundo do trabalho de forma produtiva, em termos de competências, habilidades, instrumentos e ferramentas, de estarem preparados não só para o trabalho, mas também para a vida em geral”, completou.

A representante do Barclays, Cristiane Pedote, também conversou com a AJN. “O Barclays apoia esse projeto como parte de uma estratégia global. O Brasil é um dos seis países onde a gente está conduzindo o projeto Bulding Young Future (aqui batizado de Raízes do Futuro). Nossa crença é que para a gente realmente fazer o nosso papel de intermediador, de prestar serviços na comunidade, precisamos atuar com todas as pessoas, então, é como nos interagimos com o nossos funcionários, com os nossos clientes e com a comunidade nas cidades em que atuamos. E acreditamos que é investindo nos jovens que se consegue acelerar essa transformação social”.

O evento também contou com a participação da coordenadora do programa de juventude da Ashoka Brasil, Mafoane Odara, que compartilhou sua história de liderança e participação em diversos movimentos jovens, o que contribuiu nas escolhas de sua trajetória profissional. “O sonho só vai até onde a gente deixar. Só que tem uma questão: muita gente sonha, mas se a gente não planejar e se gente não fizer, nada vai acontecer. E pode ter certeza, enquanto vocês fizerem, seja na comunidade ou na instituição onde vocês estão, sempre vai ter uma pessoa olhando, e as oportunidades só aparecem quando a gente está fazendo as coisas”, disse Mafoane.

Também esteve presente o coordenador de juventude da Secretaria de Direitos Humanos e Participação Social, Gabriel Medina, que adiantou alguns projetos da pasta relacionados a inserção do jovem no mercado de trabalho. “Temos duas políticas que tidas como prioridades. Uma delas é rever algumas estratégias do Bolsa Trabalho (programa de transferência de renda), que atualmente  atende poucos jovens na cidade, e queremos aumentar essa escala (…) E a outra é planejar o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) em São Paulo, um programa federal de parceria com as instituições do Sistema S (Sesi, Senai, Senac, Sesi) que oferece capacitação profissional. Precisamos ver quais instituições vão ser conveniadas e que tipo de cursos serão oferecidos”, falou o coordenador.

 

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