Opinião: Do golpe maquiado de impeachment ao julgamento sem provas

Por: Moisés Maciel, da Agência Jovem de Notícias/ Foto:Lula Marques/ Agência PT

Eu nasci em 1997. Nessa época, já estávamos em período democrático, já tínhamos a Justiça, a Liberdade de expressão. Ao reflexionar sobre esses processos e temas hoje, me coloco a pensar na situação que o país está vivendo, no golpe político com nome de impeachment, as reformas trabalhista e previdenciária que só favorecem o patrão e empresário, a condução, no mínimo, suspeita da investigação contra Lula com um discurso falacioso de justiça quando se está explícito interesses econômicos e políticos que são a base de todo o golpe iniciado com a retirada da Dilma do Executivo. Me coloco a pensar em como a Justiça está sendo comprada com dinheiro público, condenando um cidadão, um ex-presidente da República, sem provas, a partir de uma convicção.

Penso em como o fascismo, sentimento de que ‘é necessário eliminar aos que pensam diferente’ através do autoritarismo, tem se levantado e se maquiado em anti-petismo e repúdio aos petistas ou “esquerdistas”,  alegando que eles “destruíram” o país. Esse tipo de pensamento tem se levantado devido a falta de recursos para a Educação, que é ou deveria ser a prioridade de todas as Nações, é até clichê falar “eles não investem educação, pois educação derruba o sistema”, mas é a realidade, um povo educado, com recursos e educação de excelência não aceita os retrocessos atuais uma vez que atacam os direitos conquistados com muita luta.

Baseado no discurso anti-corrupção, o ódio tem ganhado força, aliado ao conservadorismo  em nome de Deus, da família, da moral e dos bons costumes,  reafirmando a intolerância, a homofobia e o racismo. Esse tipo de discurso tem crescido devido aos políticos que em vez de fazer seus trabalhos de acordo com a Constituição, fazem apologia ao estupro, incitam ódio aos LGBT+, pronunciam ideias racistas, tendem a privatizar a esfera pública.
Uma nação democrática abraça as diferenças, uma vez que contribuem para a cultura nacional. Respeita os diferentes tipos de cultos e crenças (ou a falta delas também). Garante princípios constitucionais, faz Justiça, garante Direitos, promove a equidade e igualdade.

A Democracia brasileira, que sempre pensei ser inabalável e indestrutível depois do golpe militar de 1964, está sendo apedrejada e a justiça comprada com dinheiro desviado, ou pior, ROUBADO dos cofres públicos. Construí meu pensamento nos cursinhos populares, junto a educadores progressistas e, mais que isso, humanos o suficiente para reconhecerem a importância das questões sociais. Pessoas que resistem nas batalhas diárias contra o sistema. Esse conjunto quase infinito de dificuldades em todas as esferas, como na educação, na saúde, no transporte, na política.

Esse sistema que rouba com discurso bonitinho em nome de Deus, incitando ódio contra os que pensam diferente, executando quem luta por Direitos Humanos (MARIELE PRESENTE!),  esse sistema que negocia a saúde e a educação e precariza o serviço público para depois dizer que o melhor é privatizar. Esse sistema encabeçado pelos políticos que com suas ideias retrógradas e neoliberais que executam com maestria todas as notas do “acordo nacional, com STF, com tudo”, que está escolhendo interesses econômicos em vez da justiça, em vez de investir em áreas como saúde e educação. São os mesmos políticos, é o mesmo bando, que orquestrou o golpe em 2016 que está condenando sem provas o ex presidente.

Esse julgamento é uma farsa para evitar que o nordestino “analfabeto”, que foi o presidente que mais criou universidades e programas sociais no Brasil e que mais melhorou a qualidade de vida do povo, seja eleito novamente. É para fazer com que o pobre, o preto, o favelado, a periferia não questione o sistema, que não tenham como acessar uma melhor educação, saúde, qualidade de vida.

Esse julgamento político, não é pelo Brasil, ou para prender o Lula, é pra assassinar as ideias, é pra levar o Brasil para o mapa da fome outra vez, é pra deixar os pobres sem educação e perpetuar as desigualdades. Preso político Lula em 2018, Nelson Mandela em 1962, quem lutou por DDHH como Mahatma Gandhi e Martin Luther King, é para acabar com essas ideias de igualdade que este julgamento ocorreu.

Os Direitos Humanos não são negociáveis, devem ser garantidos! Não se pode escolher qual direito dar para a população e qual suspender. A Justiça existe para analisar a suspeita, a obra, e emitir uma decisão justa baseada em provas concretas, justiça não se compra, não é uma mercadoria!!! As ideias não morrem, se perpetuam uma vez que pronunciadas, é por isso que a gente luta e resiste, para garantir que a Democracia seja mantida, para que as leis sejam cumpridas e que a Justiça seja apartidária. Para que a educação seja o carro forte da Nação, para que a saúde seja a prioridade do país, e que os DDHH sejam garantidos em sua mais plena essência, que sejam garantidos para todos e todas nas mais diversas situações e esferas sociais.

#lulalivre
#MariellePresente
#stfvergonhanacional

 

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