O preciso riscado de Daiany Lima

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Por Manassés de Oliveira | Imagens: Anderson Dantas

Isso é uma fotografia ou um desenho? Esta é a dúvida recorrente de quem observa, pela primeira vez, uma imagem hiper-realista. Daiany Lima tem 22 anos e mora na cidade de Picuí, no limite entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte. Ela é artista gráfica e dedica-se ao hiper-realismo.

Em 2011, quando começou a desenhar com mais rigor técnico, a garota que gosta de rock e usa óculos de aros grossos, não conhecia nada desta linguagem artística. “Só em 2012 que comecei a ver desenhos que meus colegas me mostravam”, lembra Daiany. Ela conta que a turma da escola via imagens realistas, lembrava dela e levava algumas para a sala de aula. Sem saberem, os amigos da escola envolveram a artista em sua atual paixão. Até aquele ano Daiany confessa: “Não tinha inspiração nenhuma”.

A jovem artista afirma que usa internet cabeada há pouco mais de dois meses. “Há dois anos morava na zona rural”, conta. E garante que vai estudar o universo dos hiper-realistas a partir do ciberespaço. “Vou pesquisar sobre eles de agora em diante”.

Trabalho autoral e futuro

O trabalho de Daiany Lima e de todos os hiper-realistas tem, como principal característica, a precisão. Nesta modalidade artística a reprodução de imagens é uma prática bem comum. Mas isso não quer dizer que o hiper-realismo seja um “copiar e colar” da arte. Ele também tem o seu lado autoral.

Um bom exemplo de criatividade autoral nesta modalidade é o trabalho de Ron Mueck, por exemplo. Daiany gosta de arte fantástica. “Criaturas mitológicas e fictícias, como anjos e ninfas, gosto particularmente”, revela. “Mas tudo isso realista”, enfatiza.

Daiany desistiu do curso de letras para se dedicar aos estudos de desenho industrial. Ela atualmente se prepara para voltar à formação acadêmica num curso que tem mais relação com sua arte. “Esse é o único da área de arte que eu achei aqui por perto. Na verdade o que eu queria era belas artes. Mas só tem no Rio de Janeiro”, revela.

“Meu sonho é um dia trabalhar com desenho animado estilo HQ ou anime. Mas o que está ao meu alcance é ser desenhista industrial. No momento é isso que quero. No futuro eu quero trabalhar na área de desenho”, Avalia Daiany.

Para Dainy e tantos outros jovens que se dedicam ao hiper-realismo não serem apenas designers diplomados, talvez devam focar no alvoroço, para poderem reinventar a própria arte.  Agora a paraibana quer aprimorar o traço e estudar o hiper-realismo pra valer. Daiany passa até duas semanas para concluir os seus trabalhos.

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