Mulheres lutam contra violência de gênero em Belém

Por Diego Teófilo e Solange Oliveira| Foto: Agência Brasil

Na manhã do dia 6 de abril de 2013, o Grupo de Mulheres Brasileiras – GMB, em parceria com diversas organizações do bairro do Bengui em Belém do Pará, com o apoio da Fundação Luterana Diaconia – FLD. Caminharam pelas ruas do bairro com objetivo de chamar atenção da sociedade sobre o grave problema social da violência contra a mulher e conclamar mulheres, homens e jovens a se unir à luta para combatê-la, dentro de casa, na rua, no trabalho, na escola, pois é um problema que afeta todas (os) e que necessita de respostas e políticas publicas.

A caminhada acontece uma semana depois que o Instituto Pesquisa Econômica e Aplicada – IPEA divulgou os resultados da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”, onde que 65% dos entrevistavam concordavam com a afirmação “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Os dados foram divulgados de forma equivocada e no dia 4 de abril, o IPEA, divulga outro resultado como o correto sendo 26% concordavam com a afirmação, embora menor a porcentagem correta, mas inda mostra o quanto nossa sociedade é machista.

O resultado anterior movimentou as redes sociais e atos por todo o país, nas redes mulheres e homens usaram a tag #nenhumamulhermereceserestrupadra para compartilhar sua indignação. O fato foi ponto de reflexão durante toda a caminhada, como afirmou Solange Aparecida do GMB “não ensinem as mulheres a não serem estupradas, ensinem os homens a não estuprarem”, pontua.

Dados do Mapa da Violência de 2012, o estado do Pará ocupa o 4º lugar no ranking nacional, com taxa de 6,1 assassinatos para cada 100 mil mulheres. Na região Norte, o estado é o primeiro colocado em caso de mortes de mulheres. No ligue 180, as chamadas originadas do Pará estiveram em 2º lugar no ranking nacional, no primeiro semestre de 2012, correspondendo a 20,26% de todas as chamadas. E essas estatísticas pioram quando se trata de mulheres negras, que num olhar da sociedade patriarcal está nos últimos lugares na relação homem branco – mulher branca e homem negro e mulher negra.

Historiador, educador do Instituto Universidade Popular e membro do Instituto Amazônico de Comunicação e Educação Popular - IACEP.

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