Muito além do H2O

Evento mostra a importância da água através da interação com o público

Ana Luiza Vastag, Eric Silva, Nayara Coutinho e Sâmia Pereira, do Virajovem São Paulo.

Foto: divulgação

Nós, do Virajovem São Paulo, não poderíamos deixar de fazer uma cobertura de uma mega produção que esteve de novembro de 2010 a maio de 2011 no Parque Ibirapuera, aliando ciência, arte e tecnologia para tratar sobre a substância mais importante de nossa vida: a água.

Estamos falando da exposição Água na Oca, idealizada e realizada pelo Instituto Sangari em parceria do Museu de História Natural de Nova York, sob a curadoria do designer e diretor de documentários Marcelo Dantas.

Água na Oca tem como origem na exposição Water: H2O = Life, apresentada em 2007, no Central Park West, com curadoria de Eleanor J. Sterling, diretora do Center for Biodiversity Conservation. A versão brasileira foi adaptada à realidade do público. “Tudo foi adaptado à situações vividas pela população. Além disso, a exposição também ficou mais interativa e tecnológica”, conta Mário Domingos, curador científico da Água na Oca.

A exposição foi dividida em temas através de cada andar do pavilhão da Oca, com o objetivo de mostrar a relação entre a água e o planeta, enfatizando o que essa substância representa para o Brasil e o seu povo. Todas as atrações procuram mostrar o uso consciente e o mau uso da água. Mário diz que a questão principal foi mostrar sempre os dois lados. “Tentamos abordar como os ecossistemas funcionam, de onde se origina o desperdício e suas consequências, sem influenciarmos nem um lado ou outro. O expectador é quem tem de se posicionar”, diz.

Toda a importância deste recurso natural foi mostrada e relacionada de forma multidisciplinar através de conteúdos artísticos, ambientais e científicos, contando com instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico, aquários reais e virtuais, fotografias e instalações audiovisuais, onde também foram apresentadas palestras e workshops.

Era impossível não se maravilhar com a faixa de aquários com mais de 60 espécies de peixes que vivem em sete ecossistemas diferentes, onde foi possível conhecer espécies que habitam o Rio Negro, cursos d’água da floresta de Sumatra e a bacia do Congo. Entretanto, a atração que mais chamou a atenção do público é, infelizmente, uma velha conhecida das cidades: as enchentes. “Nós tentamos abordar o mau uso da água, e neste caso específico, do lugar por onde a água passa. Queríamos criar uma situação de risco, mostrar o aperto de quem tem de passar por isso”, diz Mario. Os visitantes são conduzidos por uma instalação que simula uma casa durante uma tempestade e a ameaça da enchente, com direito a trovões e raios.

O curador ainda confirmou a recepção super positiva positiva do público, já que muitos se impressionaram com as atrações interativas e com as obras de arte.

E atenção, cariocas e capixabas: quando perguntamos se a exposição iria a outros lugares, a resposta foi sim. “Pretendemos levá-la para o Rio de Janeiro e Espírito Santo em um futuro próximo”, finaliza Mario.

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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