Muitas vozes: crianças e adolescentes discutem segurança na internet, durante o Arena Net

Por Olivia Lopes (RJ)

Sud_Mennucci

No segundo dia de #ArenaNETMundial, os jovens da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores (Renajoc) se reuniu com um grupo de crianças e adolescentes com idade entre 8 e 14 anos, da EMEF Sud Mennucci, do Itaim Paulista, extremo Leste de São Paulo.

Eles formam o grupo “Caçadores de notícias”, galerinha pequena no tamanho, mas que capricha na hora de debater sobre grandes e importantes assuntos.

Eles entrevistaram o Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da SaferNet Brasil e a Monique Evelle, idealizadora do projeto Desabafo Social.

Entre os temas discutidos estavam o uso seguro na internet, os perigos que a rede pode oferecer quando não usada de forma consciente e o marco civil da internet, aprovado recentemente pelo governo.

Depois, eu entrevistei o grupo. Sou umas das integrantes do projeto Soldado Anônimo, moro do Rio de Janeiro. E conversei com eles sobre um assunto delicado, o Abuso e a Exploração Sexual contra crianças e adolescentes. Tema delicado, mas de extrema importância e que precisa ser discutido, principalmente por se tratar de um problema que ocorre na idade em que se encontram.

No grupo havia muitas meninas que deram suas opiniões sobre o tema. O ponto principal foi a segurança, que não abrange a todos como deveria deixando crianças e adolescentes vulneráveis. O segundo ponto, não menos importante, foi a falta de debate sobre o assunto, que pode passar uma ideia de que isso não existe.  Além do mais se as crianças não discutem sobre isso, tampouco terão conhecimento de como se proteger e/ou agir caso venham passar por uma situação de abuso ou exploração.

Andar pelas ruas de São Paulo se tornou algo perigoso, ainda mais quando andamos sozinhas, pois temos que ter atenção redobrada e ficar atentas aos olhares maliciosos e se há alguém nos seguindo.

Todos os lugares são perigosos, ainda mais para nós meninas, ficamos com medo até mesmo de certos seguranças, que deveriam nos proteger, mas às vezes também nos faltam com respeito. Não podemos esquecer que esses crimes não acontecem apenas de forma presencial, mas virtual também, sendo este segundo mais fácil, pois os pais não ficam com os filhos enquanto eles estão na internet. O usuário mal intencionado (muitas vezes disfarçado de amigo) fica facilmente a sós com as crianças, agravando os casos de pedofilia e pornografia infantil.

 Chegamos à conclusão que precisamos de reforços na segurança, debater mais sobre o tema e de penalidades mais severas para o abusador/explorador de crianças e adolescentes.

A participação dessa galera foi enriquecedora e muito importante para o evento, eles precisam estar cada vez mais ativos. A voz deles também precisa ser ouvida.

 

 

Vania Correia

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