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Ativistas marcham contra mortes nas periferias de Belém – Agência Jovem de Notícias

Ativistas marcham contra mortes nas periferias de Belém

Uma marcha silenciosa em memória aos 2 anos da chacina de Belém, que vitimou 11 jovens nas periferias nos dias 04 e 05 de novembro de 2014.

|Por Ariane Barbosa, da Agência de Notícias Jovens Comunicadores da Amazônia | Foto: Diego Teófilo

Na manhã de quinta (17), movimentos sociais, coletivos, grupos, redes e familiares de vítimas de diversas chacinas ocorridas em Belém, participaram da marcha fúnebre em memória do trágico novembro sangrento que aconteceu no ano de 2014, vitimando 11 jovens, após o assassinato de um policial. A caminhada saiu da escadinha do Cais, dirigindo-se até o Ministério Público Estadual, finalizando na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a ação foi chamada pelo Movimento Direito Humanos Contra a Violência e pela Vida (Dhavida).

Novembro de 2014 ficou marcado com as violentas mortes pelas mãos da milícia, após o assassinato de um cabo da polícia militar no bairro do Guamá. Desde o ocorrido, familiares das vítimas estão sem uma resposta em relação à identificação e julgamentos dos responsáveis pelos crimes, e a população na periferia continua sofrendo com a ausência de políticas de segurança pública, permanecendo num ambiente de medo e vulnerabilidade. A mãe do jovem Jefferson Cabral, morto no bairro da Terra firme, relatou “a minha vida mudou muito nesses 2 anos, sem resposta de ninguém até agora e quem sofre é todos nós. É uma saudade, é uma dor só sabem que perdeu e mais ninguém’’.

Durante a caminhada os participantes caminharam em silêncio. Na chegada ao Ministério Público, entregaram nas mãos do promotor Rui Barbosa uma carta com os principais pontos da reivindicação, dentre eles que os processos voltem a ser investigados. O final da marcha foi na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) onde os manifestantes queimaram o caixão simbolizando todo processo de injustiça, impunidade e violência contra as mulheres, jovens negros/as, LGBT’s, morosidade da justiça, criminalização dos Movimentos Sociais, o golpe parlamentar contra uma presidenta eleita democraticamente, o silêncio do governador Simão Jatene em relação à violência e extermínio das juventudes nas periferias da cidade.

A jovem negra Erika Bonifácio, moradora da periferia de Belém falou do motivo de estar na marcha: “Venho participar porque eu sei que todos os finais de semana tem adolescentes morrendo, esses assassinatos tem cor e tem geração. A nossa geração está sendo exterminada, é por isso que estamos na rua e não vamos desistir, mesmo sendo o alvo da polícia e marcado para morrer”.

O Movimento Direitos Humanos Contra a Violência e pela Vida (Dhavida) é formado por organizações e movimentos sociais, e tem participação da comissão de Direitos humanos da Assembleia e do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do estado do Pará. É um grupo que quer construir propostas para trabalhar junto às comunidades e grupos de jovens no sentido de mudar o cenário caótico da violência na grande Belém.

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