Movimentos sociais articulam plebiscito para pautar a questão da reforma política

constituinte

Diego Henrique da Silva, de Curitiba (PR); Evelin Haslinger, de Porto Alegre (RS); e Luiz Felipe Bessa, de Recife (PE)

Movimentos sociais estão articulados nesta primeira semana de setembro em promover um plebiscito popular para sensibilizar a população para a necessidade de uma reforma política no Brasil. O plebiscito vai rolar de 1 a 7 de setembro em todo território brasileiro e qualquer pessoa ou grupo pode organizar um local de votação com uma urna. Os comitês, em geral, estarão organizados em espaços públicos, escolas, universidades, faculdades, bairros, parques etc. Para votar, é necessário o número do título de eleitor, RG ou CPF.

“A reforma do sistema político, necessária para avançar na conquista da democracia, da soberania e das necessidades de todos os setores oprimidos, mais do que nunca está na ordem do dia. Uma vez mais, o Congresso Nacional, dominado por representantes dos grandes grupos econômicos que financiam as campanhas eleitorais, tenta bloquear qualquer mudança de fundo no sistema político”, afirma texto explicativo sobre o plebiscito, cuja íntegra você pode ler aqui.

A edição mais recente da Cartilha Plebiscito Constituinte tem todas as informações de como os comitês populares podem se organizar para os dias de votação. Esses comitês também podem organizar formações previamente, atividades culturais e manifestações populares. Na cartilha também tem uma lista de contato com de todos os comitês populares estaduais, já que cada Estado e o Distrito Federal contam com um(a) secretário(a) operativo(a) que, entre outras funções, receberá os formulários preenchidos com a contagem dos votos locais e o enviará para a Secretaria Operativa Nacional.

Você pode ajudar a mobilizar mais gente para o Plebiscito Popular!

No início do ano, jovens do Levante Popular da Juventude, de todo o Brasil, se reuniram em São Paulo, num acampamento que rolou entre 17 e 21 de abril. O tema do encontro foi “Ousar, lutar e organizar a juventude pro projeto popular”. Lá, os participantes foram motivados a realizar ações em suas cidades, para estimular a participação das pessoas na reforma política do plebiscito, para que cada vez mais possamos ser protagonistas dessa construção. As sugestões de ações são oficinas, rodas de diálogo em suas comunidades, debates nas escolas com a juventude, mobilizações, flash mobs entre outras coisas.

“Temos certeza que esse processo da campanha é pedagógico. Quem participa de momentos como esse contribui para mudança da cultura política do País. Muitos jovens que ano passado saíram às ruas, hoje se organizam em alguma frente de discussão política. Outros, infelizmente não. Mas é a vida. Desejamos que o Plebiscito seja um sucesso nesse sentido. Que movimente o povo, que pressione, que sirva como um processo formador para a construção da participação efetiva do povo nas decisões”, analisa Jardélia.

 

 

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