Marcelo Freixo se reúne com ambientalistas na UFRJ

Pré-candidato a governador pelo estado do Rio de Janeiro escuta demandas de representantes da sociedade civil sobre Economia Verde.

Por Amanda da Cruz Costa

Nesta última segunda-feira, 13 de junho, o deputado federal e pré-candidato a governador pelo RJ Marcelo Freixo se reuniu com alguns ambientalistas na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o intuito de entender quais são os pontos prioritários para que o estado adote uma economia verde.

A conversa foi mediada pela professora Tatiana Roque, que convidou as seguintes referências para compor a mesa:

  • Carlos Eduardo Frickmann Young: Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Grupo de Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
  • Izabella Teixeira: Ex-Ministra de Meio Ambiente (Brasil) e Co- Chair International Resource Panel -IRP/UNEP.
  • Ana Toni: Diretora, consultora e grantmaker brasileira. Atualmente atua como diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade.
  • Juliano Assunção: Diretor Executivo do CPI Brasil e Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Amanda Costa (simmm, euzinha!): Conselheira Jovem do Pacto Global da ONU e Diretora Executiva do Instituto Perifa Sustentável. 

A discussão climática é importante porque vamos todos nos ferrar.

Izabella Teixeira, ex-ministra do meio ambiente

Lindeza climática, decidi escrever esse artigo porque quero compartilhar contigo como é ser uma jovem ativista num espaço de protagonismo e representação política.

Há muito tempo pessoas pretas foram silenciadas e afastadas de espaços como esse, então quero mostrar os bastidores que me permitem ecoar as vozes que me são sussurradas. 

Na minha percepção, o papel principal do ativista é ser porta-voz de uma causa, representando interesses de um grupo específico. No meu caso, trago os interesses socioambientais das juventudes preta, periférica e de favela para a mesa de diálogo e discussão política.

Para preparar a fala, telefonei para algumas pessoas, mandei mensagens para outras, conversei com amigos cariocas e perguntei a percepção dos meus conselheiros e apoiadores sobre o tema, com o intuito de formular uma narrativa que realmente trouxesse a demanda do coletivo que eu represento. Após anotar todos os pontos, fiz uma reflexão individual para entender oque era importante trazer para aquele espaço.

Iniciei a minha narrativa, ressaltando que o combate ao racismo ambiental deve ser o centro de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável e que em breve Freixo terá a oportunidade de projetar uma agenda ambiental não apenas para o estado do Rio de Janeiro, mas também para o Brasil e para o mundo! 

Para sustentar esse argumento, trouxe o protagonismo histórico do Rio de Janeiro no debate ambiental. Quem não lembra da Eco-92 e da Rio 2012? E esse ano teremos a Rio 2030, que será mais um marco de engajamento, mobilização e proposição de soluções. 

Esse é o momento de construir uma agenda de desenvolvimento que fomente:

– a transição para uma matriz energética sustentável;

– a valorização da produção cultural, social e periférica e

– o enfrentamento ao racismo como pilar base da agenda de direitos humanos. 

A reaaal-oficial é que a esquerda brasileira, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o próprio Freixo precisam se conectar com nossa geração para pensar num novo projeto de país! Somos uma juventude participativa, que abre espaço para um pacto intergeracional e que deseja desenhar bairros sustentáveis nas periferias. 

Falar de clima é simplesmente falar da vida, ou seja, é falar de saneamento básico, água de qualidade, moradia digna, alimentação saudável, acesso à saúde, educação, cultura, lazer e principalmente, segurança pública! Precisamos promover uma educação climática nas escolas, estimular o plantio de hortas comunitárias e a criação de praças verdes nos bairros vulnerabilizados.

Queremos ter direito a política do bem-viver e ver a valorização do conhecimento preto, periférico, indígena, quilombola e ancestral. 

O debate climático é algo estrutural, sistêmico e que nos próximos anos, poderá guiar a agenda local, nacional e global da humanidade. Para que isso se torne uma realidade, é imprescindível que nossos futuros governantes tenham capacidade de abrir espaços e costurar relações interseccionais e intersetoriais entre diferentes grupos. 

Enquanto jovem mulher preta, ressaltei que ter um espaço de fala e representação política é um ótimo primeiro passo, mas não pode ser suficiente. A juventude periférica deseja ser convidada para participar da construção estratégica do processo de tomada de decisão sobre os projetos que afetarão tanto o nosso presente quanto o nosso futuro!

Depois do encontro, fiz questão de apresentar a galera jovem para o deputado Freixo e a ex-ministra Izabella. Após as saudações, tiramos uma foto com representantes jovens da Ambiafro, Engajamundo, Revolusolar, Clima de Eleição, Perifa Sustetável, Ambientalking e Juventude do Partido Verde. Olha que lindezas:

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