Luz, câmera… Teia!

 

A Comissão Paulista dos Pontos de Cultura organiza a 1ª Teia Regional Oeste, em Embu das Artes. Fique sabendo!

Por Verônica Mendonça

Ontem rolou a abertura oficial da 1ª Teia Regional Oeste que contou com a presença de convidados e autoridades. Em sua fala inicial, Veridiana Negrini, integrante da Comissão Paulista dos Pontos de Cultura e representante do Instituto Polis de São Paulo, falou sobre a realização da Teia destacando a importância da participação dos Pontos de Cultura na construção coletiva desse trabalho. O Secretário de Cultura de Embu das Artes, Paulo Oliveira, mostrou-se muito satisfeito com a realização do evento pois, segundo ele, organizar um evento como esse com muito dinheiro seria fácil, porém não foi o que aconteceu,  a organização não teve muitos recursos, mas contou com a colaboração e apoio de diversas organizações e instituições que trabalharam bastante para conquistar essa realização.

Raquel Trindade, que é artista, coreógrafa e poeta, ainda emocionou a todos em seu discurso quando se afirmou “a mulher mais feliz do mundo” por ter as artes, a família e Embu das Artes em sua vida, relembrando o legado de seu pai, Solano Trindade. Para ilustrar o valor da cultura indígena, o representante da Associação Indígenta do Cariri, Bu’ú, reafirmou a importância de se aprender sobre a cultura dos povos indígenas, já que cada um traz consigo crenças, tradições, novas idéias e novas propostas para a sociedade atual, onde outras culturas são impostas desde os tempos do descobrimento do Brasil: “Ninguém descobre aquilo que já existe”, afirmou citando a colonização portuguesa.

Ocupando a cadeira do Pontão de Cultura Digital iTEIA estava presente Pedro Jatobá, que afirmou a importância de “não guardarmos nossa cultura na gaveta”, usando a internet de maneira cada vez mais efetiva para combater a massificação cultural que ocorre devido à grande mídia. Ainda citou o ditado pernambucano “Em rede boa todo mundo se balança” desejando sucesso para o evento. Sérgio Mamberti, secretário de políticas culturais do MinC, enunciou a cultura como meio para garantia dos direitos fundamentais e da cidadania, e falou também de sua colaboração enquanto secretário.

Ainda estavam presentes na mesa de abertura o poeta e representante da Funarte em São paulo, que ocupou o lugar de Tadeu di Pietro, da Regional do MinC SP, Roberto Bicelli; a representante da Comissão Paulista dos Pontos de Cultura e do Ponto de Cultura OCA, Vera Athayde e o prefeito da cidade de Embu das Artes, Chico Brito.

Após os discursos, a partir das 19 horas, no Largo dos Jesuítas, aconteceu o Cortejo das Matrizes, que contou com apresentações de diversos grupos como o Ponto de cultura Aika, de Cotia, e ARAPOTY, de Itapecirica da Serra, ambos indígenas; Festa de Santa Cruz, de Embu das Artes e Carapicuíba; o Carro de Boi, de Itapecirica da Serra; o Ponto de Cultura JUMP, de Taikô, da própria cidade, os “cabeções”, de Santana de Parnaíba, que acompanharam o Ponto de Cultura ILÉ EDE DÚDÚ/Orunmilá – Dança Afro e Percursão de Ribeirão Preto e Folias e Romaria, também de Embu das Artes, que animaram a galera presente na praça com a batida de seus instrumentos e o coro de suas músicas.

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