(Português/italiano) Loss and Damage: perto de um primeiro acordo?

De Giovanni Cunico e Daniele Saguto, da Agenzia di Stampa Giovanile

Passada mais de uma semana do início da COP19, os trabalhos começam a tomar forma e direção mais precisa.

Também devido à tragédia que as Filipinas estão vivendo, um dos temais mais discutidos é o assim chamado “Loss and Damage” (L&D), expressão usada para definir todas as ações para intervir e auxiliar os países em via de desenvolvimento dos danos causados pela mudança climática, ressarcindo-os caso sofram seus efeitos.

Durante a COP18 em Doha, as Partes reconheceram a necessidade de definição de formas sistêmicas para enfrentar o L&D, bem como a importância do papel da UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática) no tratamento do tema.

Neste 15 de novembro, “ActionAid International”, “Care International” e “WWF international” apresentaram na Conferência seu quarto relatório “Tackling the climate reality: a framework for establishing an international mechanism to address loss and damage at COP19”, que coloca bastante em evidência a criticidade do momento.

Os eventos catastróficos aumentam sempre mais as consequências dramáticas para as comunidades vulneráveis, que não conseguem colocar em andamento estratégias de adaptação adequadas. “De fato, criou-se uma adaptation-gap por culpa também dos países desenvolvidos, que não oferecem pleno suporte financeiro e tecnológico” – sustenta o representante da WWF International, Sandeep Chamling Rai. – “E muitas vezes, mesmo em relação àquilo que se pode realizar, existe um limite de adaptação das comunidades”. Sobre essas constatações, se baseia a ideia de constituir um fundo internacional de auxílio às comunidades e países mais vulneráveis.

Os problemas ligados a essa proposta, porém, são muitos e de difícil solução, partindo de como se definiriam e calculariam quantitativamente os danos e riscos até como se deve contribuir financeiramente a esse fundo de emergência.

A partida agora está sendo jogada entre as entidades do fundo e o aparato institucional. Sven Harmeling, representante da CARE international, reiterou o quanto este processo é complexo, explicando que, na mesa de negociações, estão se delineando duas facções: uma flexível e disponível à negociação (G77 e China, EU, Brasil) e e outra fechada em em posições rígidas e fortemente contrárias (como a Austrália e o Japão).

Ainda são muitas as interrogações a respeito deste possível fundo: quais serão os métodos de gestão dos financiamentos? Prevalecerá a lógica econômica ou humanitária? Que tipo e quais instituições o coordenarão? Não se correrá talvez o risco de que fique somente no papel (como aconteceu com outros fundos, como o Green Clime Fund)?

Muitos são os pontos cegos da questão, assim como muitas as dúvidas e esperanças. Existe somente uma certeza, como disse Harjeet Singh, da ActionAid International: “we have to act now and here” – “temos que agir aqui e agora”. Do contrário, para muitos, será realmente tarde demais.

Versione Italiana

Loss and Damage: un primo accordo è vicino?

Di Giovanni Cunico e Daniele Saguto dall’Agenzia di Stampa Giovanile

È passata più di una settimana dall’inizio della COP19 e i lavori iniziano a prendere forma e direzioni precise.

Anche a causa della tragedia che le Filippine stanno vivendo uno dei temi piú caldi è il cosiddetto “Loss and Damage” (L&D), espressione usata per definire tutte quelle azioni da intraprendere per tutelare i paesi in via di sviluppo dai danni causati dal cambiamento climatico e risarcirli nel caso ne subiscano gli effetti.

Durante la COP18 di Doha le Parti avevano riconosciuto la necessità di definire mezzi sistemici per affrontare il L&D e l’importanza del ruolo rivestito dall’UNFCCC (Convenzione Quadro delle Nazioni Unite sui Cambiamenti Climatici) nel trattare tale tematica.

Il 15 Novembre, “ActionAid International”, “Care International” e “WWF international” hanno presentato qui alla conferenza il loro quarto rapporto “Tackling the climate reality: a framework for establishing an international mechanism to address loss and damage at COP19” che mette bene in luce le criticità del momento.

Gli eventi catastrofici aumentano sempre di più con conseguenze drammatiche per le comunità vulnerabili, che non riescono a mettere in atto strategie di adattamento adeguate. “nei fatti si è creato un adaptation-gap per colpa anche dei paesi sviluppati che non danno pieno supporto finanziario e tecnologico” – sostiene il rappresentante di WWF International Sandeep Chamling Rai. – “e spesso per quanto si possa fare c’è anche un limite all’adattamento”. Su queste constatazioni si basa l’idea di costituire un fondo internazionale in aiuto delle comunità e dei paesi maggiormente vulnerabili.

I problemi connessi a questa proposta sono perciò molti e di difficile soluzione, a partire dal come definire e calcolare quantitativamente i danni e i rischi al chi e come dovrà contribuire finanziariamente a tale fondo d’emergenza.

La partita ora si gioca sull’entità del fondo e sull’apparato istituzionale. Sven Harmeling, rappresentante di CARE international, ha ribadito quanto tale processo sia complesso, aggiungendo che ai tavoli negoziali si stanno delineando due fazioni: una flessibile e disponibile alla negoziazione su questo tema (G77 e Cina, EU, Brasile) e una arroccata in posizioni rigide e fortemente contrarie (come l’Australia e Giappone).

Numerosi sono ancora gli interrogativi riguardo a questo possibile fondo: quali saranno i metodi di gestione dei finanziamenti? Prevarranno logiche di tipo economico o umanitario? Che tipo e quale istituzione lo coordinerà? Non si corre forse il rischio che rimanga una realtà soltanto sulla carta? (come è accaduto per altri fondi, tra i quali il Green Clime Found).

Molti rimangono i punti ciechi sulla questione e tanti i dubbi e le speranze al riguardo. Vi è solo una certezza, come ha detto Harjeet Singh, di ActionAid International: “we have to act now and here” – “dobbiamo agire ora e qui”. Altrimenti per molti sarà davvero troppo tardi.

 

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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