#JuvRural: Jovens participam de oficina de webcidadania

Por Vânia Correia

Esta quarta-feira (23) foi intensa e produtiva para os jovens que participam do 1º Seminário Nacional de Juventude Rural e Políticas Públicas. Durante todo o dia aconteceram dez oficinas sobre temas como educação no campo, gênero e diversidade sexual, trabalho, cultura, etc. De acordo com a organização, a proposta das oficinas era promover um espaço de diálogo entre a juventude rural e o governo, para a identificação de demandas, desafios e propostas que subsidiem a construção de uma política nacional para jovens do campo e da floresta.

Uma dessas oficinas foi a de Webcidadania, realizada com jovens que vivem no Xingu e outras regiões da Amazônia. No primeiro momento da atividade, rolou uma breve análise de conjuntura, onde os jovens falaram das necessidades de incentivo à educação no campo, à agricultora familiar, e dos impactos de Belo Monte nas dinâmicas cultural, social e econômica da região. Depois, em grupos, discutiram seus sonhos, propostas e ideias para mobilizar pessoas em torno delas.

O próximo passo era criar perfis nas redes sociais proprietárias e no Cidade Democrática. Hora de descobertas tecnológicas. Em pouco tempo, o ambiente virtual foi ficando mais familiar, para aqueles que têm pouco acesso. E ver suas propostas ganhando vida na rede, empolgou tanto que a galera até esqueceu do coffee break. “O desejo agora é que as  propostas se concretizem que não fiquem só aqui,” torce Alex Maia.

Ao todo foram cadastradas nove propostas que, ao longo da tarde, receberam mais de quarenta apoios e vinte e seis comentários. Os jovens receberam dicas e já começaram a mobilizar via redes sociais, envolvendo outras pessoas com suas propostas. Esse é o ciclo, agora as propostas ganham vida. Podem ser comentadas, aperfeiçoadas e apoiadas por todos que se identifiquem com elas.

Para o facilitador da oficina, Ricardo Poppi, da Secretaria Geral da Presidência, a atividade superou as expectativas. O desafio agora é dar continuidade ao processo pra que  ganhe vida própria. “Uma expectativa nossa é que esses jovens, que participaram aqui, também se tornem multiplicadores nas suas cidades”, sublinha.

Nailiane da Silva Pereira, da Casa Familiar Rural, moradora de Altamira, região do Xingú, destaca a importância do espaço de diálogo e partilha. “Na oficina foi possível falar um pouco da nossa realidade em especial da pedagogia da alternância e trocar experiência”. Para Eric, da Pastoral da Juventude do Meio Popular, morador de Manaus, a atividade contribuiu na formulação de propostas de políticas públicas para jovens do campo e da floresta.

Para conferir, apoiar, comentar e divulgar as propostas formuladas e cadastradas durante a oficina, é só acessar o site do Cidade Democrática.

Vania Correia

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