Galera solta o verbo na 2ª Assembleia Popular da Juventude

Foto: Igor Dicastro

Por Igor Dicastro, Igor Alves de Souza, Kevin Machado, do Virajovem Curitiba| Imagem: Igor Dicastro

Se reunir em rodas, cantar, discutir e recitar poemas. Este é o clima no qual os jovens e as crianças, participantes da II Assembleia Popular da Juventude, estão vivendo. O evento, que acontece no município de Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba – PR, teve início na tarde do último dia 7. O objetivo é ser um espaço de troca de experiência e discussão de bandeiras , como forma de construir um projeto popular.

Nesta manhã o pessoal se reuniu para um momento de mística. “A mística é um encenação, em forma de teatro poema, que a gente faz, com o intuito de trazer à tona nossos sonhos, pois no nosso dia-a-dia nos desgastamos muito e não sobra muitas vezes espaços como esse, aqui refletimos por outras linguagens”, explica Iara Jaime de Pina, 25, do Levante Popular da Juventude.
Após a mística os participantes se reuniram para uma confraternização em que amarram no pulso de quem não conheciam uma fita, simbolizando uma nova amizade. Confira aí o que foi lindo na mística e os melhores momentos fotográficos.


O que você diria se lhe perguntasse por que estamos aqui?

Talvez dissesse que viemos para caminhar. Caminhar de três dias para resgatar, avaliar, planejar… E caminhamos mesmo, porque é nossa vocação caminhar.
Talvez passe pela sua cabeça que viemos para denunciar.
Porque a denúncia é parte do caminhar. Denunciamos o capitalismo, o no qual não há lugar para trabalhadores e trabalhadoras como seres humanos. E denunciamos mesmo, porque é mossa função denunciar.
Talvez você sinta que estarmos aqui para resgatar.
Porque o resgate faz sequência ao denunciar. Resgatar a essência de nós mesmo (as), para daí resgatar o ser humano como centro e razão de toda criação. E resgatarmos mesmo, porque é educativo resgatar.
Talvez você achasse que estarmos aqui para sonhar.
Porque o sonho acompanha o resgate. Sonharmos em construir o novo, resgatando a história que já passou para, na continuidade, o futuro, que já vem vindo. E sonhamos mesmo, porque é nosso direito sonhar.
Talvez você acredite que viemos, foi para inventar.
Porque a invenção está colada ao sonhar. Sabemos que o sonho coletivo é realidade pura. E é assim que concretizamos o novo que inventamos. E organizações. E invertamos mesmo, porque é nossa missão inventar.
Nada disso. Você acha que viemos para trabalhar.
Porque é trabalho é uma forma de inventar. Trabalharmos para criar o futuro do trabalho, no qual os trab
alhadores e as trabalhadoras sejam donos e donas de seu trabalho. E trabalhamos mesmo, porque é nosso trabalho é trabalhar.
Ha! Que nada. Você acha que viemos buscar sementes para semear.
Porque semear faz parte de nossa jornada de trabalha. Corremos mundo, ou melhor… Corremos Brasil. Semeando animação. E semeamos mesma, porque é nossa função semear.
Você pensa ,você acha, você sente que viemos aqui para tanta coisa, que é até impossível enumerar. Mas, como você reagiria se disséssemos que estamos aqui para gritar? Porque o grito é a nossa forma de nos expressar. E gritamos como um cujo destino é animar a todos e todas e que fazer o grito soar, para a vida estar em primeiro lugar.

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