Jovens negros do Nordeste têm cinco vezes mais chance de serem assassinados que jovens brancos de outras regiões

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Gabriel Cruz Freitas, da Redação | Imagem: Acervo Fora do Eixo

A maneira com que os jovens negros no Brasil são covardemente assassinados é conhecida, mas se torna cada vez mais grave quando vamos mais acima do País. O Nordeste do Brasil registra que jovens negros possuem 5 vezes mais chances de serem mortos do que um jovem branco, enquanto na Paraíba essa relação aumenta para 13 vezes mais chances de ser morto.

A pesquisa Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade (IVJ 2014), realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a pedido do governo federal ainda indica que “dos quase 30 mil jovens assassinados em 2012, 76,5% eram negros ou pardos. Ou seja: morreram 225% mais jovens negros do que brancos”. Quando se aborda o índice de homicídios de jovens negros e jovens brancos separadamente, a diferença se torna ainda mais evidente: de 2007 a 2012, o total de homicídios de jovens brancos caiu 5,5% e o de jovens negros subiu 21,3%.

Em outubro de 2014, jovens do bairro da Brasilândia (São Paulo/SP) fizeram atividades e intervenções artísticas contra o racismo, na Praça Sete Jovens, nome criado em homenagem a sete jovens negros que foram assassinados naquela praça.

Felizmente, o racismo velado brasileiro deixa de se esconder, mostrando a cara através de números, porcentagens e exemplos claros de que a sociedade ainda distingue o negro do branco de maneira brutal. Infelizmente, o sofrimento parece só ter indicativos de aumento, apesar dos esforços de tantas ONGs, de vários governos das três esferas e ações individuais.

 

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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