(Português/Italiano) O mundo está emprestado

Daniele Saguto e Giovanni Cunico da Agenzia di Stampa Giovanile

Terminou o quarto dia das negociações na COP19 e os ares estão inflamados, seja dentro como fora do Narodowy Stadium. Termina hoje também o “Young and Future Generations Day”.

Os jovens demonstram ser, seguramente, um dos grupos mais ativos e propositivos dentro da Conferência. Sua posição no interior das negociações, de qualquer forma, é difícil: devem fazer ouvir sua voz concorrendo com outros “stakeholders” que podem se permitir uma atividade de “lobbying” mais organizada e financiada.

São muitos os temas levados pela Youngo (UNFCCC constituency of youth non-governmental organizations), mas um está à frente de todos em importância: o princípio da equidade intergeneracional (sancionado seja na convenção do Rio como no Relatório Brundtland). É a ideia segundo a qual as atividades em curso não devem comprometer o bem-estar ou os direitos das gerações futuras, constituindo, sem dúvida, o fundamento jurídico e moral de fundo em qualquer acordo sobre a mudança climática.

Seguem algumas das atividades organizadas pelos jovens durante o dia:

Por volta das 9.30 da manhã, depois do compromisso cotidiano do “spokescouncil” da Youngo, um grupo de jovens, vindos de vários países, decidiu organizar uma ação demonstrativa: com fitas adesivas sobre a boca e um cartaz no pescoço, no qual se faz projetava a data de nascimento de uma futura criança, eles ficaram em pé, imóveis, por aproximadamente meia hora. O que pediam é que o tema fosse inserido na agenda da COP, reafirmando o princípio de equidade intergeneracional já presente na ADP (Durban Platform for Enhanced Action). Enfim, que todas as promessas e compromissos no âmbito do acordo fossem baseadas em modelos econômicos sem “taxa de desconto” (que, se considerada, levaria a uma análise distorcida dos custos dos impactos ambientais futuros).

À tarde, a maior parte das atividades se concentrou na sala Krakow. Nela aconteceu o Side Event sobre Intergenerational Inquiry organizado pelo Secretariado do UNFCCC: uma plataforma que permite a jovens delegados, provenientes de todo o mundo, realizar uma interface com os principais agentes que se movimentam no interior da arena intergovernativa da COP. A sexta edição se concentrou sobre o princípio da equidade intergeneracional como pressuposto fundamental para perseguir a justiça climática e alcançar um ambicioso acordo  para 2015.

Assim os jovens tentaram lembrar às partes presentes à Conferência um princípio que pode ser retomado com um velho provérbio indígena da América: “Não temos esse mundo como herança de nossos pais, mas emprestado a nossos filhos”. Esperamos que os delegados se lembrem disso durante as tratativas!

Versione italiana

Il mondo é in prestito

Daniele Saguto e Giovanni Cunico dall’Agenzia di Stampa Giovanile

Si é concluso il quarto giorno delle negoziazioni qui alla COP19 e l’aria é pungente sia all’interno che all’esterno del Narodowy Stadium. Termina oggi anche il “Young and Future Generations Day”.

I giovani si configurano sicuramente come una delle componenti più attive e propositive all’interno della Conferenza. La loro posizione all’interno delle negoziazioni risulta comunque difficile: devono riuscire a far sentire la loro voce concorrendo con altri “stakeholders” che possono permettersi un’attività di “lobbying” più organizzata e finanziata.

Tanti sono i temi portati avanti da Youngo (UNFCCC constituency of youth non-governmental organizations), ma uno spicca fra tutti per importanza:  il principio dell’equità intergenerazionale (sancito sia nella convenzione di Rio che nel Rapporto Brundtland). È l’idea secondo cui le attività in corso non dovrebbero compromettere il benessere o i diritti delle generazioni future, costituendo senza dubbio il fondamento giuridico e morale sottostante a qualsiasi accordo sul cambiamento climatico.

Seguono alcune delle attività organizzate dai giovani durante il giorno:

Verso le 9.30 del mattino, dopo l’appuntamento quotidiano degli “spokescouncil” di Youngo, un gruppo di giovani, provenienti da vari paesi, decide di organizzare un’azione dimostrativa: con dello scotch sulla bocca ed un cartello attaccato al collo in cui campeggia la data di nascita di un futuro bambino, posano immobili per circa mezz’ora. Quello che chiedono è che il tema venga inserito all’interno dell’agenda della COP, che venga affermato il principio di equità intergenerazionale già presente nella ADP (Durban Platform for Enhanced Action). Infine che tutte le promesse e gli impegni nell’ambito dell’accordo siano basati su modelli economici senza “tasso di sconto” (che se tenuto in conto porterebbe ad un’analisi distorta dei costi degli impatti ambientali futuri).

Nel pomeriggio la maggior parte delle attività si concentra nella sala Krakow. È qui che si è tenuto il Side Event sull’Intergenerational Inquiry organizzato dal Segretariato dell’UNFCCC: una piattaforma che permette a giovani delegati provenienti da tutto il mondo di interfacciarsi con i principali attori che si muovono all’interno dell’arena intergovernativa della COP. La sesta edizione si è concentrata sul principio dell’equità intergenerazionale come presupposto fondamentale per perseguire la giustizia climatica e raggiungere un ambizioso accordo per il 2015.

Così i giovani hanno provato a ricordare alle parti presenti qui alla Conferenza un principio che si può ben riassumere con un vecchio proverbio degli indiani d’America: “Questo mondo non l’abbiamo in eredità dai nostri padri, ma in prestito dai nostri figli”. Speriamo che i delegati ne tengano conto durante le trattative!

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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