HIV e aids: fortalecendo a prevenção

Durante todo o último dia 12, cerca de cem pessoas de todo o estado de São Paulo, participaram doSeminário Fortalecimento das Ações de Prevenção às DST, HIV e Aids, realizado pelo Unicef, em parceria com o Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo e com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), em um hotel na capital paulista.

A chuva forte, que transformou num caos o trânsito e o metrô, provocou algum atraso no início das atividades, mas não abalou o ânimo do público formado por profissionais da saúde e da educação, que lidam diretamente com ações de prevenção em seus municípios.

A união entre as duas áreas é fundamental para o sucesso das ações de prevenção às DST, HIV e aids. No Seminário, foi possível perceber que em alguns estados essa parceira já funciona bem, em outros ainda há o que se fazer, o importante foi o espaço de troca de experiências que o evento proporcionou.

Claudia Aratangy, da FDE, acredita que o seminário foi um espaço de troca que pode fortalecer as ações na área da prevenção. “Por mais que façamos, esbarramos na questão do conhecimento. Ainda é pouco o que se faz para levar informação, sobre como se prevenir. Esse será um momento de troca de metodologias que terá um impacto muito positivo”, disse.

A adolescente Thalita Moreira, 17, da Viração, concorda que a informação é um dos elementos fundamentais na prevenção. “A maioria dos meus amigos fazem sexo, mas não sabem a importância do preservativo”, contou.


 
Desafios na Prevenção

Após breve saudação de representantes dos realizadores do evento Silvio Kaloustian, do Unicef, Claudia Aratangy, do FDE, Samantha Lamastro, do CRT/Aids Silvani Arruda, do FDE e Caio Westin, do CRT enumeraram alguns dos desafios da prevenção.

Abordaram questões desde a desconstrução de crenças e ideias equivocadas a respeito do tema; entrentamento de preconceitos, até o conhecimento e aplicação de marcos legais que garantem o direito à informação sobre os direitos sexuais e direitos reprodutivos, acesso a insumos de prevenção, etc. Silvani também lembrou da importância do uso de metodologias participativas e lúdicas nas ações de prevenção, além do uso da educomunicação no trabalho com adolescentes e jovens e a formação continuada dos profissionais de saúde e educação.

Em seguida, a médica Mylva Fonsi, do CRT/Aids, falou sobre as atualidades da aids e tirou dúvidas da plateia. Nesse momento questões mais técnicas vieram à tona trazidas, especialmente, por profissionais da saúde.

Fonsi lembrou que, embora o número de pessoas com HIV e aids seja estável, novos casos continuam surgindo. A médica chamou atenção ainda para as hepatites B e C, cujos casos de contaminação vêm crescendo no Brasil. Para ela a discussão de prevenção ainda foca muito mais no HIV e deixa de lado as hepatites e as DST. O que pode ser um erro, uma vez que elas além de poder matar, caso não sejam diagnosticadas e tratadas, também deixam as pessoas mais vulneráveis ao HIV.

Mão na massa

No segundo período do Seminário o público participou de duas oficinas, onde puderam conhecer metodologias de ações preventivas, trocar experiências e já começarem a bolar futuras ações em suas regiões, especialmente por conta do dia 1º de dezembro (dia mundial de luta contra a aids).

Uma das oficinas foi o Corredor dos prazeres. Os participantes foram convidados a vestirem uma camisinha masculina no braço e colocarem por um buraco dentro de duas caixas, em uma alguém assoprava e em outra um ventilador emitia um ar quente. Tudo isso para quebrar o tabu de que a camisinha tira a sensibilidade. É possível sentir e ter prazer com o preservativo. Depois, os educadores mostravam o uso correto do preservativo masculino e feminino, e davam outras dicas, por exemplo, sobre o uso do lubrificante a base de água. Todo mundo pôde pegar uma camisinha e praticar como colocar e tirar direitinho.

A outra atividade foi a Blitz da prevenção. Uma experiência que nasceu lá em Jundiaí. Aqui um jogo de perguntas e respostas sobre HIV/Aids e DST ajudavam os participantes a aprenderem enquanto brincavam. Depois os educadores contaram tudinho como fizeram para mobilizar quase 6 mil pessoas na Blitz. Distribuírem lacinhos da luta contra a aids, conscientizar e tirar dúvidas da população.

A proposta dos realizadores do evento é que essa e outras iniciativas se multipliquem pelo estado, fortalecendo as ações de prevenção.

Por Gabriel Fernandes, Thalita Moreira, da Agência Jovem de Notícia e Vânia Correia, da Redação

 

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