Hidrelétrica Itaipu: do passado marcado ao futuro sustentável

Por: Amanda da Cruz Costa – World YMCA /Foto: Itaipu Binacional

A hidrelétrica Itaipu Binacional é a usina que mais produz energia no mundo, em vista disso, sua participação na Conferência Quadro das Nações Unidas era mais do que esperada. Com a atribuição de ser a única empresa latino-americana na condição de parceira da Organização das Nações Unidas (ONU), a usina Itaipu tem trabalhado com todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),  embora o foco sejam os objetivos seis e sete (água limpa, saneamento e energias renováveis).
Desse modo, Hélio Gilberto Amaral (diretor de coordenação) apresentou os principais projetos da usina, salientando o compromisso ambiental e o cuidado com os povos indígenas e com a população ribeirinha. Apesar dos gigantescos impactos na biodiversidade local, Itaipu segue com diversas políticas que visam a proteção do meio ambiente, como a reposição florestal, a produção de mudas e reservas da fauna e flora.

Embora comprometida com a causa sustentável, a hidrelétrica já enfrentou problemas ambientais no passado. Durante sua construção a usina trouxe prejuízos ambientais incalculáveis. a usina foi a principal responsável pela inundação da cachoeira Salto de Sete Quedas, também chamada de Salto Guaíra, considerada até o desastre, a maior cachoeira do mundo em volume de água em 1984. Hélio Amaral foi abordado a respeito disso, sendo alvo das perguntas de diversos ambientalistas que estavam presentes no painel. Todavia, respondeu às questões de forma simples e objetiva, destacando que atividades humanas geram consequências e Itaipu busca constantemente alternativas para abrandar os impactos na natureza.
Hélio declarou: “Eu acho que toda a ação humana tem aspectos positivos e aspectos negativos. O homem procura acertar mas às vezes cria problemas para a natureza e para os outros homens. O importante é reconhecer esses problemas e tentar resolver da melhor maneira possível.”
Para compensar os danos causados em relação ao turismo, a usina distribuiu para os municípios afetados cerca de 10 bilhões de dólares em royalties ao longo dos 35 anos de funcionamento. Ademais, Itaipu comprou terras e destinou aos povos indígenas, onde há aproximadamente 1000 indivíduos com acesso a água tratada, saneamento e liberdade para praticar seus ritos e cerimônias.
Após o término de seu painel, Hélio Amaral concedeu uma pequena fala a equipe Agência Jovem de Notícias:
“A Itaipu Binacional possui uma equipe especial responsável pelos movimentos sociais. Os impactos existem, entretanto, se forem tratados de forma articulada e em parceria, serão minimizados. Para toda ação humana existem perdas e ganhos, o importante é encontrar o equilíbrio. Na minha opinião as grande palavras do futuro serão equilíbrio e harmonia”.

 

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