Grupos de cooperação podem ser chave para acelerar os processos na UNFCCC (Português/ Inglês)

Daniele Savietto e Luiza Winckler*, da Agência Jovem de Notícias

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“Se você pedir para um peixe voar, irá se frustrar com o resultado, pois ele não será capaz. Da mesma maneira se esperarmos que as negociações da UNFCCC (Convenção Auadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) correspondam às nossas expectativas e ambições vamos nos frustrar, já que ela faz parte de um processo lento e com poucas ambições devido sua estrutura.” Foi com essas palavras que Dr. Hermann Ott enfatizou a importância da criação de clubes de países para trabalhar as questões climáticas.

Com o intuito de promover alianças de cooperação entre países e organizações, as instituições Germanwatch, Funbdação Friedrich Ebert e Wuppurtal Institute realizaram um side event para apresentar e fortalecer a ideia de clube de países em paralelo ao processo da ONU visando realizar uma ação transformadora no campo das mudanças climáticas.

A ideia era contradizer a teoria de que cooperações são difíceis porque as pessoas são individualistas, já que pesquisas mostram que através de mecanismos de cooperação baseados em confiança, comunicação, reputação, identificação comum, equidade e reciprocidade podem existir laços de colaboração eficazes.

Essas alianças não são para substituir a UNFCCC mas sim fortificar e acelerar o processo. Os clubes são baseados em grupos de países e instituições que queiram tomar ações mais efetivas, imediatas e ambiciosas nos temas de mudanças climáticas, onde todos podem fazer parte sem precisar necessariamente oferecer os mesmos recursos.

Esta necessidade nasceu a partir de dificuldades estruturais encontradas como a decisão por consenso e não por maioria, o que permite que alguns países impeçam medidas eficazes. Além disso, as contribuições voluntárias também não atingem os objetivos, como o Fundo Climático Verde onde países como a Austrália assumiram que não realizarão nenhum depósito. Tudo isso reflete um processo lento e pouco ambicioso que resulta em acordos fracos e insatisfação da sociedade civil.

Nesta perspectiva, os clubes vêm para preencher esta lacuna, dando oportunidades para que os países e instituições atuem de maneira ambiciosa nos temas que já têm disponibilidade e possibilidade de atuação sem a necessidade de esperar o processo burocrático da UNFCCC.

*Integrantes da delegação brasileira na COP20

 

English version

“If you ask a fish to fly you will be frustrated with the result, because it will not be able. In the same way if we expect the UNFCCC negotiations to match our expectations and ambitions it will  frustrate us, as it is part of a slow process and with few ambitions because its structure. ”

It was with these words that Dr. Hermann Ott emphasized the importance of creating country clubs to work in climate issues.

In order to promote alliances of cooperation between countries and organizations, the institutions Germanwatch, FES and Wuppurtal Institute held a side event to present and strengthen the idea of country club in parallel to the UN process to make transformative action in the field of climate change.

The idea was to contradict the theory that cooperation is difficult because people are individualistic, since research shows that through cooperation mechanisms based on trust, communication, reputation, we identification, equity and reciprocity we can form effective collaborative links.

These alliances are not to replace the UNFCCC but strengthen and speed up the process.

The clubs are based on groups of countries and institutions that want to take more effective, immediate and ambitious actions in the areas of climate change, where you can join in without necessarily needing to be an expert or put the same on the table as all other parties.

This need arose from structural difficulties within the UN process like the decision by consensus and not by majority, which allows some countries to prevent effective action. In addition voluntary contributions do not reach the goals, in example the Green Climate Fund where countries such as Australia have stated that they will not make any deposit. All this reflects a slow and poorly ambitious process that results in weak agreements and dissatisfaction of civil society.

In this perspective the clubs see to fill this gap, providing opportunities for countries and institutions to act in an ambitious way on issues that they already have possibility to act without the need to wait for the bureaucratic process of the UNFCCC.

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