Grito Rock Maceió se destaca na abertura de prévias carnavalescas em Maceió

Público alternativo marcou presença no festival; bandas tocaram ritmos variados, como rock e reggae

Deriky Pereira, Jhonathan Pino, Ednaldo Vieira, Jayceane Glaucia e Tatiana Costa / Fotos de Alan Ferreira, da Agência Jovem de Notícias em Maceió

O carnaval, em Maceió, já começou. Na noite da última sexta-feira, 1, o bairro de Jaraguá recebeu milhares de pessoas que curtiram o desfile dos diversos blocos carnavalescos que passaram pelo local. Mas, dentre os tradicionais blocos de folia, um evento se destacou ao dar espaço para o público alternativo: o Grito Rock Maceió. Em sua quarta edição, o evento lotou a Praça Marcílio Dias e contou com a participação de bandas que tocaram rock, reggae e outros ritmos variados.

Como em outras edições, o Grito Rock surge como alternativa para quem busca uma opção diferente das tradicionais prévias de carnaval e contou com a participação de vários jovens, muitos deles que estiveram ali pela primeira vez. Na opinião de Neyvisson Santos, o evento deveria acontecer outras vezes durante o ano. “Aqui podemos ver a união de várias tribos, uma mistura de estilos muito legal. É a primeira vez que eu venho, estou curtindo e pretendo vir outras vezes”, comentou.

A estudante Amanda Soares, por sua vez, destacou que o Grito Rock é importante por abrir espaço para que as bandas alternativas possam mostrar o seu talento. “Expôr uma cultura que é pouco divulgada, dando oportunidade, também, para os novos talentos, isso é muito bom”, disse. A estudante revelou ainda que esteve presente em todas as edições do evento, mas que esse ano, teve um motivo especial para comparecer. “Além de me divertir com os meus amigos, eu posso dizer que estou muito orgulhosa de estar aqui hoje, pois pude ver a minha irmã se apresentar, isso foi muito bom”, declarou.

O Grito Rock surgiu em 2005 mas, em Maceió, é realizado desde o ano de 2010. Neste ano, o festival contou com apresentação das bandas Troco em Bala, Dof Lafá, Dubex, Capona, além da pernambucana Tagore e Kung Fu Johnny, de Natal, responsáveis por agitar o público presente.

Galera multifuncional

Original de Arapiraca, cidade do agreste alagoano, a banda Capona traz entre seus integrantes, Tales Maia e Marcos Cajueiro, com suas influências musicais do Hard Rock, grunge e das mesmos sons do My Midi Valentini, banda que mistura rock e videogame, também formada pelos dois músicos. Além disso, eles fazem parte do Coletivo Popfuzz, grupo que ajudou  a trazer o Grito Rock para Maceió em conjunto com o Coletivo Fora do Eixo.

A idealização do Festival Grito Rock teve origem em Cuiabá (MT), organizado pelo Espaço Cubo em 2002 e, rapidamente alcançou todo o Brasil e outros países. Hojeo evento já é realizado de forma independente em mais de 300 cidades, em 30 países, contando apenas com colaboradores das mais diversas formas. “As bandas muitas vezes vem tocar aqui porque gostam e para divulgar seus trabalhos no local. Muitas vezes eles recebem apenas hospedagem solidária e a alimentação”, relata Tales. As bandas que se apresentarem no local são selecionadas pelo site “Toque no Brasil”.

Além da vontade das bandas, tem uma galera que colabora com a divulgação e cobertura do evento. Neste ano, oito pessoas fizeram fotos para compartilhar no site e Facebok da Popfuzz. “Temos a proposta de fazer a cobertura a partir de outro olhar. Esse tipo de colaboração serve também para que a gente conheça pessoas que trabalham com comunicação, fotografia na área e trocar umas ideias”, diz  Vanessa Cabral, uma das integrantes.

Um dos voluntários foi Helder Lucas, que gostou do jeito como a coisa funciona. “Eu trabalho com cobertura cultural numa rádio daqui, mas quando soube que esse grupo iria fazer cobertura colaborativa, achei muito interessante a ideia. Sem esse tipo de cobertura fica difícil divulgar eventos como esse”, relata.

 

 

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