(Portugués/español) Furacão Sandy fez norteamericanos acreditarem nas Mudanças Climáticas

Por: Evelyn Araripe, para a Agência Jovem de Notícias na COP18

O primeiro Side Event (Evento Paralelo) da COP18, “O que Doha pode contribuir para o regime climático pré e pós 2020”, reuniu especialistas da Índia, China, Estados Unidos e União Européia, um dos países e regiões mais emblemáticas do debate climático. Durante o evento, Brandon Wu, da ActionAid – Estados Unidos, disse que depois do furacão Sandy 60% dos estadunidenses declararam acreditar nas mudanças climáticas. A má notícias é que 41% ainda acha que isso não é culpa da intervenção humana. Wu ainda declarou que o debate sobre um financiamento climático – onde países desenvolvidos financiariam a transição para um desenvolvimento econômico sustentável dos países em desenvolvimento – está prestes a cair de um precipício. Ele desafiou os países desenvolvidos a reconsiderarem suas finanças em Doha para inovar os seus recursos na agenda das mudanças climáticas. Brandon Wu também  fez um chamado à sociedade civil para que seja mais ambiciosa e faça mais pressão ao governo. “Eu espero que aqui em Doha vocês [sociedade civil] possam nos mostrar como pressionar os governos para que eles ajam”.

Na mesma mesa estava Dale Wen, do International Forum for Globalization, na China. Dale fez duras críticas à maneira como os EUA lidam para minimizar os impactos das mudanças do clima e disse que a China, apesar de também estar na lista dos maiores emissores do mundo, já investiu três vezes mais que os EUA em tecnologias de energias renováveis. Segundo ela o desafio da China também tem a ver com a população, uma vez que o país concentra 2 bilhões de pessoas, fazendo com que ele seja responsável por 9% das emissões de gazes que causam o aquecimento da Terra. “Mas os EUA, com muito menos pessoas, é responsável por 29% das emissões”, declarou.

O debate também contou com a presença de Dooley, da FERN Advocates, da União Européia, que denunciou que a União Européia pretende em Doha postergar as suas metas de redução das suas emissões e estender a conclusão da mesma para depois de 2020. Segundo ela isso seria uma grande catástrofe. Meena Raman, Third World Network, que completou o debate, definiu que Doha, resumidamente, servirá para dizer “vamos ou não vamos ter um real compromisso para a agenda climática?”.

 

ESPAÑOL

El Huracán Sandy hizo que los norteamericanos creyeran en el cambio climático

El primer Side Evento (Evento Paralelo) de la COP18, “Lo que Doha puede contribuir al régimen climático pre y pos 2020” reunió a especialistas de India, China, Estados Unidos y la Unión Europea, representando a algunos de los países más emblemáticos en el debate climático. Durante el evento, Brandon Wu, de ActionAid – Estados Unidos, dijo que después del Huracán Sandy 60% de los estadounidenses declararon creer en el cambio climático. La mala noticia es que todavía el 41% no cree que el cambio climático sea resultado de la intervención humana. Wu también declaró que el debate sobre el financiamiento climático – donde los países desarrollados financiarían la transición para un desarrollo económico sustentable de los países en desarrollo – está a punto de caer por el precipicio. Wu desafió a los países desarrollados a reconsiderar sus finanzas en Doha para innovar en sus recursos para la agenda climática. Wu hizo también un llamado a la sociedad civil para que sea más ambiciosa y ejerza más presión sobre los gobiernos. “Yo espero que aquí en Doha ustedes [sociedad civil] puedan mostrarnos cómo presionar a los gobiernos para que ellos actúen”.

En la misma mesa estaba Dale Wen, del Foro Internacional para la Globalización de China. Dale criticó duramente la manera en que los Estados Unidos se mueve para minimizar los impactos del cambio climático  y dijo que China, a pesar de estar también en la lista de los mayores emisores del mundo, ya invirtió tres veces más que los Estados Unidos en tecnologías de energías renovables. Según ella el desafío de China también tiene que ver con la población, ya que este país concentra 2 billones de personas, siendo responsable por el 9% de las emisiones de gases que causan el calentamiento de la Tierra. “Pero los Estados Unidos, con muchos menos habitantes, es responsable por el 29% de las emisiones”, declaró.

El debate contó también con la presencia de Dooley, de FERN Advocates de la Unión Europea, quien denunció que la Unión Europea pretende postergar en Doha sus metas de reducción de emisiones y extender la conclusión de éstas para después del 2020. Según ella eso sería una gran catástrofe. Meena Raman de la Third World Network, quien cerró el debate, agregó que Doha, resumidamente, servirá para decir “¿vamos o no vamos a tener un compromiso real con la agenda climática?”

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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