Fiscal do lixo ensina até ministro a dar destino certo aos resíduos

Apesar de estarmos em uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, uma triste cena se repete diversas vezes ao longo das atividades no Rio Centro e no Parque dos Atletas, na cidade do Rio de Janeiro: participantes, que vieram para debater sustentabilidade e o futuro do planeta, conseguem deixar os ambientes bastante sujos, com papéis, bitucas de cigarro e restos de comida jogados no chão.

Incomodado com essa situação, que se repete em muitos outros grandes eventos do país, o mato-grossense Hélio Gomes chegou à Rio+20 para atuar voluntariamente como fiscal do lixo. Ele percorre o Brasil chamando a atenção das pessoas para que deem o destino adequado aos resíduos que geram. Quem joga lixo no chão sob as vistas de Hélio ganha um apito forte na orelha e um cartão vermelho do “fiscal do lixo”. Se a pessoa se redimir e jogar o lixo na lixeira, Hélio reverte a advertência para um cartão verde. Quem já faz a “lição de casa”, não só ganha um cartão verde, mas também passa a ser um fiscal do lixo, ganhando crachá e tudo com a denominação.

Hélio diz acompanhar a Política Nacional de Resíduos Sólidos e ele acredita que as suas ações como fiscal do lixo chamam a atenção para as responsabilidades individuais e coletivas sobre a destinação do lixo. Por onde passa, ele defende a criação de um Comitê de Mobilização e Limpeza Urbana.

A equipe da Agência Jovem de Notícias encontrou Hélio por volta das 12h no Parque dos Atletas, próximo ao Rio Centro, onde acontecem as plenárias oficiais e os eventos paralelos da Rio+20. Hélio disse que até aquele omento já havia dado cartão vermelho para oito pessoas, todas por jogarem bitucas de cigarro no chão. Entre os advertidos estava o atual ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, que depois da bronca moral, jogou a sua bituca no lixo.

Por: Evelyn Araripe, da Agência Jovem de Notícias Internacional na Rio+20

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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