Estudantes italianos realizam ações sustentáveis nas escolas

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Juliana Winckel, colaboradora da AJN/Viração em Roma

Organizar jogos e intervenções artísticas que alertem sobre produção de lixo, reciclagem e poluição do solo em diversos pontos da cidade. Arrecadar fundos para mudar o sistema hidráulico do edifício, evitando o desperdício de água. Reduzir o consumo de energia elétrica em 20% em casa e apresentar um plano de redução do consumo também para a escola. Essas são algumas das ações delineadas por 200 estudantes de três escolas italianas, que participaram do projeto “Vamos cuidar do Planeta” ­ programa de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (ESS) e Cidadania Científica desenvolvido pelo Ministério da Educação brasileiro, e lançado em nível europeu em 2011­2012.

Na Itália, o projeto é coordenado pela Viração Educomunicação em parceria com a Associação Jangada, Area della Ricerca di Bologna e Associazione Italiana di Educazione ai Media e alla Comunicazione (MED). Durante cinco meses, jovens entre 13 e 16 anos das escolas Istituto Comprensivo Giovanni Pascoli (Tricase, Puglia), Istituto Comprensivo Viale Venezia Giulia (Roma) e Istituto Compresivo di Tuenno (Trentino) realizaram pesquisas, atividades e discussões em torno de uma única ideia – como cuidar do planeta? E chegaram à conclusão de que a melhor forma de começar é agindo também localmente.

“Foi uma oportunidade para compartilhar saberes individuais e coletivos em uma experiência intergeneracional e de educomunicação ambiental”, explica Paulo Lima, Coordenador Nacional do projeto e diretor executivo da Viração. “Vi muitos professores envolvidos em diferentes atividades, trabalhando ao lado dos adolescentes. E não só isso. Este projeto é uma prova de que, se escutarmos os adolescentes e crianças e dermos a eles os instrumentos para mudarem sua realidade, eles participarão ativamente e contribuirão para salvar o planeta”.

O próximo passo, além da realização das ações planejadas na escola e na comunidade, é a apresentação dos resultados do projeto em nível europeu e internacional. De acordo com a estudante Giulia Bozzetti, da escola de Trentino, “foi enriquecedor participar porque o projeto envolveu toda a escola. Nos tornamos um grupo e nosso trabalho ultrapassou a própria escola”. Edoardo Rossi, da escola da Puglia, acrescenta: “As atividades que desenvolvemos durante o projeto nos tornaram mais autônomos e críticos em relação aos problemas ambientais. Tivemos uma experiência de mudança a partir da base.”

Bruno Ferreira
Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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