Especial Migrações #05: dicas culturais

para globalizar as referências!

Por Mariano Figuera e Mona Perlingeiro. Supervisão: Pedro Neves | Núcleo Migrações AJN

Para encerrar este especial, selecionamos uma lista com dicas para potencializar a produção cultural dos povos migrantes.

ANIMAÇÃO

À Espera: a vida de uma mulher de Angola em São Paulo 

Angelina é uma mulher fictícia, ou seja, sua história é baseada em fatos reais, mas nem por isso inverossímil. Ela é a protagonista da animação À Espera, do programa Escravo, nem pensar! da Repórter Brasil, e representa uma mulher angolana, negra e imigrante, que vive no Brasil já alguns anos com seus filhos pequenos.

FICÇÃO

INSPIRE, EXPIRE – ISOLD UGGADOTTIR – 2018 – ISLÂNDIA 

Classificação: (14) Drogas, violência, temas sensíveis | Duração: 102’ 

Sinopse: “Duas pessoas têm suas vidas conectadas de forma inesperada: uma mãe solteira islandesa que luta contra a pobreza e uma refugiada de Guiné Bissau que pode ser deportada.”

CAFARNAUM – NADINE LABAKI – 2018 -FRANÇA 

Classificação: (16) Drogas, Linguagem Imprópria, Conteúdo impactante | Duração:103’ 

Sinopse: Quando a irmã mais nova de Zain (interpretado por Zain Al Rafeea, um refugiado sírio de 12 anos) é forçada a se casar com um homem mais velho, ele foge de casa e passa a viver nas ruas. Em troca de comida e abrigo, o garoto começa a cuidar do filho pequeno de Rahil, uma imigrante etíope sem documentos….. O filme saiu vencedor no Festival de Cannes 2018 e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

JEAN CHARLES – HENRIQUE GOLDMAN – 2009 -BRASIL195 

Classificação: (14) Exposição de Cadáver, Linguagem Chula, Prostituição | Duração: 120’ 

Sinopse: “O filme acompanha as experiências de diversos brasileiros que, em busca do sonho de uma vida melhor, arriscam viver longe de seu país, contando não apenas com seus próprios esforços, mas, principalmente, com a alegria e criatividade – características marcantes do povo brasileiro. A história dessa comunidade é contada a partir de Jean Charles (Selton Mello), eletricista brasileiro assassinado em 2005 pela polícia britânica por ter sido confundido com um terrorista.”

CIDADE PÁSSARO – MATIAS MARIANI – 2020 – BRASIL 

Duração: 115´

Sinopse: “O longa Cidade pássaro conta a história de Amadi, um imigrante nigeriano que vai para São Paulo em busca do irmão, Ikenna, que desapareceu na cidade alguns anos antes. Aos poucos, Amadi percebe que a vida contada pelo irmão é completamente ficcional. «Especificamente na cidade de São Paulo, onde o filme se passa e de onde eu sou, acho que a gente tem uma tendência muito grande a mitologizar a antiga migração dos italianos, japoneses, que são uma espécie de criadores da cidade na nossa visão. Mas quando chega às vindas mais recentes de chineses, africanos, bolivianos, isso tudo é como se fosse colocado debaixo do tapete. Mesmo também a contribuição mais antiga dos escravos africanos, que construíram boa parte da cidade. Acho importante ressaltar o fato de que São Paulo nunca deixou de ser uma cidade de imigrantes. E isso não faz parte do jeito que a gente conta a nossa história enquanto paulistanos”, comenta o diretor.”

UM DIA SEM MEXICANOS – SERGIO ARAU – 2004 – ESPANHA 

Classificação: (14) Consumo de drogas, Relação Íntima, Agressão Física | Duração: 91’

Sinopse: “A Califórnia está em estado de choque: da noite para o dia, um terço de sua população simplesmente sumiu. Todos os 14 milhões de desaparecidos têm em comum as raízes hispânicas: são policiais, médicos, operários e babás que garantiam o bem-estar da população branca. Enquanto autoridades procuram explicações para o caso – abdução alienígena, terrorismo biológico, causas sobrenaturais – os californianos começam a perceber a importância dos antes desvalorizados “chicanos”” “…O minidoc 100% Boliviano, mano foi em busca de investigar como vive a segunda geração de bolivianos que reside na cidade. Entre a vivência cotidiana do preconceito – pejorativamente apelidados de “índios” ou “bolívias”, descrevem um cotidiano de agressões físicas e verbais – eles compartilham o desejo de permanecer no Brasil e de não trabalhar na costura.”

MÚSICA

M.I A. – Borders 

Música e vídeo que questionam valores humanos diante do grande número de deslocados no mundo, especialmente os refugiados. A cantora, artista e produtora M.I.A de origem tâmil do Sri Lanka nasceu na Inglaterra e sempre teve uma postura bastante politizada.

47 Soul feat. Shadia Mansour e Fedzilla – Border Control

47 Soul é um grupo palestino que mistura elementos da música tradicional árabe, especialmente o Dabke, com elementos eletrônicos criando um novo estilo musical chamado Shamstep. O grupo trata principalmente sobre a diáspora palestina e de outros povos oprimidos e nessa música conta com a participação da rapper palestina Shadia Mansour e Fedzilla de origem latina.

Fatoumata Diawara – Clandestin 

Cantora radicada na França e nascida na Costa do Marfim de origem do Mali, fala sobre a condição “clandestina” de imigrantes que são obrigados a se deslocar de sua terra natal, independente das razões.

Milton Nascimento – Encontros e Despedidas

Milton Nascimento é um cantor, compositor e instrumentista brasileiro que na canção “Encontros e Despedidas” fala sobre os deslocamentos e mudanças que ocasionam momentos sensíveis a todo ser humano, sejam eles encontros ou despedidas.

Caetano Veloso – London, London

Durante o período da Ditadura Militar no Brasil, muitos artistas se exilaram em outros países para fugir das perseguições e censura do antigo regime. Caetano Veloso foi um destes artistas que viveu um período fora do país, e na ocasião cantou sobre sua passagem como um desconhecido e de forma solitária em Londres, Inglaterra.

Narcy – FREE 

Narcy é um artista franco-iraquiano que nesta canção aborda o tema sobre a libertação dos povos e as problemáticas da situação dos refugiados.

IZA e Maejor – Let me be the One 

A cantora brasileira Iza e o rapper norte-americano Maejor fizeram uma colaboração para cantar sobre amor e o que nos une enquanto seres humanos, independente das condições sociais e políticas em que nos encontramos. Os participantes desse clipe são imigrantes e refugiados.

Projeto Musical de Imigrantes no Brasil

Orquestra Mundana Refugi: a música que une nacionalidades no Brasil 

O dia 20 de junho é o Dia Mundial do Refugiado. Data aprovada pela ONU e dedicada à conscientização sobre a situação dos refugiados em todo o mundo. No Brasil, dia 25 de junho é o Dia do Imigrante. Para marcar estas duas datas, o Núcleo Migrações da AJN produziu uma série de conteúdos relacionados à questão. Serão textos publicados nos idiomas português e espanhol e peças para as redes sociais. Acompanhe o Especial Migrações da Agência Jovem!

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