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Epidemia mundial mais letal que o coronavírus explode no mundo – Agência Jovem de Notícias

Epidemia mundial mais letal que o coronavírus explode no mundo

Esta outra epidemia, só ano passado, levou a morte de mais de 7 milhões de pessoas ao redor do mundo

Cientistas do mundo todo alertaram na segunda-feira, 16 de março, que além da epidemia causada pelo coronavírus, um vírus letal também está se mostrando uma grande ameaça a vida humana, gerando um alto número de pessoas afetadas e mortes em larga escala no mundo inteiro. Já existem registros dele em todos os continentes, incluindo a Antártica. Conforme seus efeitos se estenderem ao longo do tempo, afetará a economia mundial e intensificará ainda mais a pobreza. Assim como o coronavírus, trata-se de mais um caso de epidemia mundial.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a situação é grave. Sete milhões de pessoas no mundo morrem por ano devido a poluição atmosférica, um de seus efeitos, bem como já se estima que mais 250 mil mortes ocorrerão por alguns de seus outros sintomas, como diarreia, desnutrição e até mesmo a transmissão de doenças tropicais, como a malária. A OMS também estima que essa epidemia leve 100 milhões de pessoas à pobreza extrema até 2030, bem como é estimado que 143 milhões de pessoas sejam obrigadas a migrar de suas terras por conta de seus efeitos.

Embora a existência desse vírus seja misteriosa para a maior parte da população e sua emergência ainda seja negada, ele não é tão desconhecido assim para 99% dos cientistas do mundo inteiro, que alertam há anos para seus efeitos. Há um tempo ele era conhecido como “mudanças climáticas”, e, atualmente, por ter chegado num nível de gravidade ainda mais complexa, configura-se como uma crise climática.

A crise climática afeta todas as formas de vida, sobretudo a espécie humana. Dados científicos comprovam que ela afeta os grupos de pessoas mais vulneráveis na sociedade. Nas cidades, as periferias e zonas com menor investimento em políticas públicas serão as mais afetadas e prejudicadas. Além disso, também é uma questão de gênero e cor. A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para o dado impactante de que  mulheres, negros e populações tradicionais são os grupos mais marginalizados na sociedade, respectivamente pelo sistema patriarcal e racista, e por isso acabam sendo mais suscetíveis às degradações ambientais. Um estudo mostra, por exemplo, que 80% das pessoas removidas de suas casas pelos efeitos da crise climática são mulheres.

Os cientistas alertam que ele é causado pela liberação massiva de determinados gases e poluentes, que são retidos na atmosfera e causam o aquecimento global. Em seguida, uma série de efeitos em cadeia ocorrem e afetam desde as grandes geleiras, até as cidades e florestas. Como a crise climática é um enorme risco global e sistêmico que se espalhará mais intensamente dentro das próximas décadas – e até mesmo séculos -, inúmeros eventos e mudanças meteorológicas atípicas ocorrerão. É preciso investir em estratégias de adaptação e mitigação de seus efeitos antes que a maior parte da população mundial sofra ainda mais.

No Brasil

O território brasileiro não está fora da lista dos países responsáveis e afetados pela ocorrência da crise climática. O ano de 2019 foi o mais quente já registrado no Brasil, com uma média de temperatura máxima (diurna) de 31,05 graus Celsius (ºC), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMt). Algumas cidades chegaram a atingir 43,5ºC de temperatura no mês de julho de 2019, como é o caso de Poxoréu, no interior do Mato Grosso do Sul. Para a ciência, já é um fato que a temperatura média do Brasil está aumentando a cada ano, o que agrava as recorrentes catástrofes ambientais no país, como os temporais sem precedentes em algumas partes do Brasil e intensas secas em outras, o que pode comprometer até mesmo a produção de alimentos, em especial no Nordeste.

É importante que a população seja mais informada sobre os efeitos dessa epidemia em suas regiões. No início do ano, o Sudeste do Brasil, por exemplo, foi alertado que sua estação mais esperada, o verão, seria menos quente e com chuvas mais intensas e pontuais. Os temporais vieram com força nessa temporada, e, por falta de políticas públicas adequadas e o preparo para lidar com as grandes chuvas, pelo menos 140 pessoas tiveram suas vidas tiradas e mais de 4.400 ficaram desabrigadas em um dos grandes temporais.

A previsão é de que nos próximos anos, o vírus sofra ainda mais mutações e gere efeitos ainda mais dolorosos. Para o Brasil, estudos sobre as mutações dizem que o  aumento do nível do mar será ainda mais marcante até 2050 e isso afetará com força o país, que possui uma grande extensão de faixa litorânea – com cerca de 8.500km² – e 22,6% da população vivendo próximo a costa. Isso pode gerar consequências bastante profundas, afetando principalmente a economia local e a forma de vida das pessoas. Com o aumento do nível do mar, as populações costeiras serão obrigadas a migrar de suas casas e buscar uma nova forma de sustento, já que muitas dependem da pesca e afins para sobreviver. As consequências ambientais também serão sentidas, ao que afetará drasticamente o ecossistema, impactando diretamente os biomas e as espécies que habitam lá.

Felizmente, os cientistas têm avançado bastante nos estudos para a solução dessa epidemia mundial, bem como os povos tradicionais têm mostrado soluções práticas para que a espécie humana permaneça viva. Cabe agora aos líderes mundiais e regionais, empresas e até mesmo o mercado financeiro responderem a essa pandemia com a urgência necessária. É preciso que os países sigam com a cooperação internacional sem precedentes, iniciada em 2015 com o Acordo de Paris e viabilize fundos urgentes para que as populações já afetadas pelo vírus possam se adaptar aos seus efeitos tão catastróficos e criar soluções para mitigar os efeitos dessa crise. Uma quarentena deve ser decretada o quanto antes e deve ser declarada uma emergência climática global por todos os países para barrar as emissões de Gases do Efeito Estufa, que são uma das principais causadoras da crise climática. É uma questão de vida ou morte.

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Jovens do Engajamundo, parceiros da Agência Jovem de Notícias

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