Em Bogotá: Que droga é essa de discutir sobre politicas de drogas?

Carlos Eduardo Ferreira, adolescente comunicador da Agência Jovem de Notícias, em Bogotá

Na primeira semana de dezembro, Bogotá, na Colômbia, sediou a 4° Conferência Latino-Americana de Políticas sobre Drogas, espaço para discutir as atuais políticas de drogas vigentes nos países participantes. O evento teve palestrantes que em suas falas relataram experiências realizadas e as problemáticas que atingem essas politicas e compartilharam reflexões sobre malefícios e benefícios que a atual politica de drogas tem sobre a sociedade, se a mesma está coerente ou deve ter mudanças drásticas.

Algumas questões foram bem evidenciadas nas conversas e experiências. Uma delas é que as drogas nunca irão sair da sociedade e que a proibição das drogas, que muitos acreditam como solução, está sendo e já foi por muitos descartados, então fazer o que? Legalizar geral? Ficou claro que a sociedade brasileira e de muitos outros países ainda não estão prontos para aceitar essa realidade, existem outros caminhos como a descriminalização, que consiste em retirar uma droga do rol de substâncias ilícita, deixando de ser crime seu uso, permitindo que o usuário não seja punido. Mas a repressão a os pontos de venda (entendido como tráfico) ainda serão penalizados.

Pontos importantíssimos foram levantados, experiências e as mais diversas afirmações que penetravam nossos ouvidos e nos fazendo perceber que outros países também sofrem do mesmo problema que o Brasil, torna a união entre países mais fortes. O prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, narrou a dificuldade que se passa na região do Bronxis, onde o tráfico é forte. As crianças tem futuro indeterminado e usuários sem rumo e sem escolha, situação que, infelizmente, no Brasil também se repete em várias partes.  O prefeito falou ainda sobre a dificuldade que é a entrada de atividades sociais e sobre a guerra que é travada contra o tráfico.

A participação do Brasil foi brilhante em todas as experiências e relatos, mas principalmente na apresentação sobre o CAPs  (Centro de Atenção Psicossocial), que ficou marcado como exemplo para muitos países. Os CAPs vêm ajudando diversos brasileiros com problemas de reintegração social em função das drogas. A experiência brasilieira foi relatada pela Secretária Coordenadora Adjunta de Política de Cuidados de Saúde em Álcool e Drogas, do município de São Bernardo do Campo (SP), Lumena Almeida Castro Furtado.

Durante o encontro, os jovens se reuniram para elaborar uma chuva de ideias, a fim de produzir um texto com a opinião deles em relação à politica de drogas que atualmente está na sociedade, ideais como a descriminalização, o preconceito contra o plantio da maconha para uso medicinal, a luta dos camponeses e índios que vivem do plantio da coca na Colômbia e que sofrem com a pobreza.

Os jovens tiveram a abertura para fazer seus relatos, representados por Crystime Lima, mostrando que os jovens têm consciência dos acontecimentos e que estão prontos para lutar pelos seus direitos.

 

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