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Elas São Quentes: mulheres e as mudanças climáticas – Agência Jovem de Notícias

Elas São Quentes: mulheres e as mudanças climáticas

O ano de 2016 é delas! Se olharmos as notícias e as redes sociais vamos notar o quanto o assunto sobre gênero, feminismo e direito das mulheres ganhou destaque, virou polêmica e entrou no debate em diferentes áreas e temáticas. As mulheres estão mostrando a que vieram nas mais diversas frentes. Na discussão sobre mudanças climáticas isso não é diferente.

Mas, o que tem a ver mulheres e mudanças climáticas? A resposta é: TUDO!

Em 2009 a ONU publicou o Relatório Sobre a Situação da População Mundial e lá já dizia que as mulheres são uma das maiores vítimas das mudanças climáticas pelo mundo, junto com crianças, jovens e idosos. Um dos motivos é que em muitos países as mulheres representam a maior parte das trabalhadoras rurais. Com os efeitos climáticos extremos que temos visto mundo afora, como secas e enchentes acima do normal, muitos países estão perdendo as suas áreas produtivas, o que significa muitas mulheres perdendo seus trabalhos e fonte de renda e consequentemente diminuindo a oferta de alimentos para as suas famílias.

Além disso, estudos preveem que até 2050 mais de 200 milhões de pessoas terão que abandonar as suas casas, principalmente quem vive próximo ao mar e já vê as águas chegando cada vez mais adentro do continente. Isso significa uma nova geração de refugiados, os chamados refugiados climáticos. Mas quando se ocorre essas migrações, normalmente, os homens partem primeiro em busca de lugares melhores para se viver, enquanto as mulheres ficam nos lugares afetados com as suas famílias, enfrentando todos os tipos de dificuldades.

Por último, no ano passado a Terceira Conferência Mundial das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres mostrou que as mulheres e as crianças estão 14 vezes mais propensas a morrer numa catástrofe natural do que os homens. E quando sobrevivem e são deslocadas, 20% acabam sendo vítimas de algum tipo de violência sexual. Por outro lado, elas são consideradas peças chave para combater desastres e acolher as vítimas desses eventos climáticos.

Mas, mesmo com todo o conhecimento e informação de que as mulheres são uma das maiores vítimas das mudanças climáticas pelo mundo, quando você circula por um evento sobre clima, desses mega importantes, que influenciam leis e tomam decisões globais, são pouquíssimas mulheres a representarem os seus países. Enquanto as mulheres sofrem na pele, na carne e no osso os desastres ambientais, homens engravatados, sob quatro paredes e um bom ar condicionado, tomam decisões pelo mundo.

Foi por isso que em julho eu criei o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de algumas mulheres que estão promovendo mudanças pelo mundo para combater os efeitos das mudanças climáticas em suas cidades e em seus países. Da cidade ao campo, do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste, vou contar um pouco as histórias de mulheres guerreiras e inspiradoras. Espero, assim, contribuir para destacar o papel das mulheres em um assunto tão importante, mas tão difícil de se comunicar. Vejo vocês por lá!

Evelyn Araripe é jornalista e educadora ambiental. Foi educomunicadora na Viração Educomunicação entre 2011 e 2014. Atualmente vive na Alemanha, onde é bolsista do programa German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders e administra o blog Ela é Quente, que conta as histórias de vida de mulheres que estão ajudando a combater os efeitos das Mudanças Climáticas ao redor do mundo.

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