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Educador norte-americano diz que a tecnologia pode melhorar o ensino na sala de aula – Agência Jovem de Notícias

Educador norte-americano diz que a tecnologia pode melhorar o ensino na sala de aula

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Pedro Neves, da Redação | Imagens: Keith Williamson (Divulgação) e Christensen Institute 

A educação no mundo ocidental, em sua maioria, baseia-se em disciplinas, sala de aula, professor e aluno. Através dos anos, técnicas de ensino foram se aprimorando e estabelecendo cada vez mais padrões a serem seguidos. No início do século XXI, os jovens, principalmente, tomaram posse das redes e encontraram uma nova forma de se manifestar e aprender. A questão é que a sala de aula nem sempre acompanha esses avanços.

Michael Horn é co-fundador do Instituto Christensen Clayton, onde atua como diretor-executivo do programa de educação. Ele lidera uma equipe que educa os responsáveis ​​políticos e líderes comunitários sobre o poder da inovação disjuntiva no K-12 (método de ensino online norte-americano) e esferas de ensino superior por meio de sua pesquisa.

Sua equipe tem o objetivo de transformar os sistemas padrões, a educação convencional, em projetos centrados ao aluno, que podem fazer educação entre pares, explorando suas facilidades em seu pleno potencial. Michael é co-autor do livro recentemente publicado “Blended: Usando a Inovação Disjuntiva para melhorar as escolas”, com Heather Staker. Ele já escreveu para importantes mídias norte-americanas, como a Forbes, The Washington Post, The Economist, The Huffington Post, e Education Week.

 

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Ele respondeu algumas perguntas para a AJN falando dos seus estudos e da interferência da internet na sala de aula, confira:

AJN: Até que ponto é importante ter aulas presenciais? O mundo on-line tem suas desvantagens?

MICHAEL: O mundo on-line é realmente bom em entregar conhecimento cognitivo e habilidades para os alunos ministrarem, porém, hoje em dia, carece em fornecer a orientação e motivação, que também é importante para os alunos. Na verdade, nossa suspeita é que os alunos vão aprendendo cada vez mais pelo conhecimento on-line e, só depois, usam as experiências “cara-a-cara”, como trabalhos em pequenos grupos e sessões só com o professor, em que ele pode mergulhar profundamente no material e corrigir mal-entendidos, levantando uma discussão mais socrática e aprofundando os projetos com os alunos.

AJN: Como os professores da velha guarda podem redefinir a maneira como ensinam? Como é a aceitação da internet nesse grupo?

MICHAEL: Minha sensação é que idade não é prerrogativa para saber se alguém pode ou não estar preparado para ensinar neste novo caminho. O professor escolhe a profissão para ajudar cada aluno a aprender. Se ele se sentir frustrado pelo modelo tradicional, como propor uma lição para a classe inteira, sabendo muito bem que cada aluno está em um lugar diferente em sua aprendizagem e, portanto, tem uma necessidade diferente, ele pode, em vez disso, querer garantir que cada aluno é único e então propor um modelo que pode funcionar muito bem.

AJN: Como a educação combinada pode chegar às comunidades mais pobres? Existe um processo diferente?

MICHAEL: Nos Estados Unidos, o aprendizado combinado está alcançando estudantes em muitas das comunidades mais pobres em primeiro lugar, pois nelas você tem mais liberdade de inovar a forma de ensino. A educação combinada mantém a premissa de personalização para aumentar a aprendizagem, ou seja, facilitar o contato com outros professores fora da escola, que falem de diversos assuntos, independentemente do local onde vivem. O legal é que isso pode ocorrer a um preço que podemos pagar.

AJN: Como a educação combinada funciona nas diferentes fases de escola? É o mesmo método para a escola primária, secundária e ensino médio? Como podemos diferenciá-los?

MICHAEL: Embora hoje já existam exemplos de modelos de educação combinada semelhantes para todas as idades, creio que quanto mais velhos vão ficando os alunos, mais eles se apropriam do aprendizado online, pois são capazes de flexibilizar a forma como aprendem, apropriando-se da sua aprendizagem. Como resultado nos últimos anos, notamos que o uso de tempo “cara-a-cara” com o professor é recorrido menos por instrução direta e mais para os projetos pessoais e afins.

AJN: Hoje em dia observamos jovens se tornando líderes de empresas, personalidades famosas e influentes figuras. Isso é resultado da educação combinada? O que vem a seguir?

MICHAEL: A realidade é que em nossas vidas fora da escola, quase todos estamos aprendendo online (nem que seja olhar rapidamente como algo funciona na internet). Então, a realidade é que estamos experimentando todas as formas de aprendizagem combinada, mesmo ainda não sendo reconhecida como educação formal. Como resultado, as pessoas mais jovens tem contato com ideias, pessoas e lugares em uma idade muito mais precoce dos seus pais. Uma coisa interessante é que a aprendizagem combinada também permite que pessoas mais velhas aprendam a manusear a tecnologia, muitas vezes adquirindo novos conhecimentos e habilidades, encontrando novas paixões e carreiras. Desse modo, a aprendizagem combinada pode realmente ser um grande equalizador para todos. A próxima etapa vai ser alavancar o processo, para conectar pessoas a redes sociais e assim construir um capital social mais adequado para os nossos tempos.

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