É preciso falar sobre suicídio!

Imagem: Bruna Santana
Por Vitor Alves, @vitor.quinn.

Vivemos em um século bastante plural, que exige de nós seres humanos uma habilidade emocional para que possamos administrar as diferenças. Diante disso, o nosso corpo produz diversas emoções, resultado de ações provocadas pelo ambiente em que vivemos, seja no trabalho, na escola e até mesmo em nossas comunidades, estamos a todo momento emitindo sinais por meio das nossas emoções. Você percebe que sinais são esses? Como está sua saúde mental?

Essas e outras perguntas nos fazem buscar o sentido da vida, a preocupação com a saúde mental e até mesmo o desenvolvimento da responsabilidade própria com as nossas emoções. Abordando essa realidade na vida dos adolescentes, é comum perceber a divergência de emoções, tendo como resultado a resposta imediata para problemas passageiros. Estou falando do suicídio, assunto tabu em pleno século XXI.  

“Estou bem”, “nada está acontecendo”, “minha existência não faz tamanha diferença”, são respostas como essas que os adolescentes em momentos conturbados costumam expressar, exprimindo suas dores por meio de palavras e ideias que parecem vazias, mas que ao mesmo tempo podem ser sinais de crise existencial. Não existe uma resposta singular para explanar o porquê desse sentimento, mas sim diversos fatores que estão interligados ao ambiente em que vivemos, outrora podemos citar alguns, tais como trabalho em excesso, ausência de comunicação familiar, frustrações amorosas, carência de amor próprio, entre outros, que podem acabar direcionando o adolescente a cometer o suicídio.

A pressão da família no último ano do ensino, o imediatismo que a sociedade exige em processos gradativos e a inibição de que o adolescente possa exprimir seus sentimentos são exemplos de atitudes que podem acabar fazendo com que o adolescente se sinta inútil, despertando o sentimento pessimista com as exigências impostas pela ocasião.   Na maioria dos casos, os adolescentes não estão preparados para administrar suas emoções e saber lidar com as frustrações impostas pela vida, o que pode ocasionar um excesso de sentimentos avassaladores, possibilitando a falsa figura de que a morte resolverá todos os problemas.

Hoje, é muito difícil ouvir frases como “pode chorar!” e “viva sua dor!”, pois existe uma cultura passada de geração em geração que inibe as pessoas de vivenciarem suas dores momentâneas, retraindo a oportunidade de aprendizagem com base em suas próprias experiências. O segredo está na maneira de vivenciar o que cada ocasião exige, não acumulando sentimentos que no futuro possam ser bem mais difíceis de enfrentar.

Não existe uma fórmula generalizada para prevenir o suicídio, mas maneiras que auxiliam no processo de desconstrução dessa ideia. Na maioria dos casos, os adolescentes que pensam em suicídio apenas querem ser ouvidos, pois o corpo exige por meios dos sentimentos suicidas a oportunidade de extravasar.  Saber ouvir, saber conversar e mostrar-se disponível para aqueles que necessitam são maneiras que poderão ajudar essas pessoas a enfrentar esse período passageiro e árduo, afirmam os psicólogos e profissionais da área.

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