É possível uma agricultura mais sustentável? (Português/Italiano)

Agroecologia-foto

Agroecologia é apresentada como um método alternativo no setor agrícola

Camilla Forti, da Agência Jovem de Notícias

Falou-se de agricultura durante o encontro “Adaptação e Agroecologia: estratégias das mulheres para a mudança climática”, o primeiro evento paralelo desta Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Lima (COP20). Discutiu-se, especificamente, a agroecologia como uma estratégia para combater a mudança climática. Mas comecemos do início. Do que se trata?

A agroecologia, como apresentado por Laura Silici em seu artigo “Agroecology. What it is and what it has to offer” (http://pubs.iied.org/pdfs/14629IIED.pdf?), é definida como a aplicação dos princípios e conceitos ecológicos para a gestão sustentável dos agrossistemas. O termo foi utilizado pela primeira vez nos anos 1930, em referência ao estudo científico das interações biológicas entre diferentes culturas e diferentes componentes dos agrosistemas. Já nos anos 1960, a disciplina ampliou seu foco tanto em termos de escala de análise – não se limitando mais ao âmbito da empresa de pequeno porte, mas incluindo também todo o sistema de agroalimentação – quanto em termos de propósito, assumindo uma abordagem essencialmente holística e incluindo no debate, além dos aspectos agronômicos, também a situação socioeconômica e política.

Desde os anos 1990, a agroecologia tornou-se, finalmente, a disciplina científica que se concentra no estudo das dinâmicas entre os processos ecológicos e as atividades humanas. Propõe um método para compreender quais fenômenos biológicos podem ser melhorados com a criação de um agrossistema mais sustentável tanto do ponto de vista ambiental como em relação ao sistema agroalimentar.

Hoje em dia, à luz das mudanças climáticas e da crescente preocupação com a questão dos alimentos, a agroecologia está ganhando cada vez mais importância. Apoiando e reforçando a biodiversidade, conservando e utilizando a água de forma mais eficiente e implementando técnicas de conservação do solo, tal disciplina se apresenta como uma alternativa para o atual sistema de produção de alimentos que, paradoxalmente, está se revelando improdutivo.

Portanto, a agrocecologia, para além de uma ciência e um conjunto de princípios, é também considerada um movimento, com a intenção específica de se opor ao atual modelo de agricultura intensiva que, diariamente, causa imensos danos socioeconômicos e ambientais.

Agroecologia e as alterações climáticas

Considerando especificamente o aspecto das alterações climáticas, este novo tipo de agricultura aumenta a resiliência, uma vez que é baseado em técnicas de cultivo e criação de animais fundamentadas no conhecimento e na tradição locais, assim como na diversificação das espécies vegetais e animais. O resultado é um alto nível de agrobiodiversidade e, consequentemente, a maior quantidade de opções na perspectiva de uma futura adaptação. Aspectos positivos também são encontrados em termos de mitigação, devido à absorção de CO2 do solo e à redução da dependência de máquinas altamente poluentes.

Conforme discutido no evento paralelo, a agroecologia, em muitos países em desenvolvimento, tem se revelado uma das melhores técnicas de adaptação. Dessa forma é necessário que, no caminho para um acordo em Paris em 2015, também os pequenos agricultores sejam incluídos no debate. Eles são, de fato, os portadores de conhecimentos e tradições de seu agrosistema. Além disso, não consideram somente a maximização do lucro, mas sim a otimização de seu ambiente como um todo, podendo abrir novos caminhos para alcançar um maior nível de sustentabilidade.

De acordo com Chris Henderson, membro da PraticalAction e um dos anfitriões do evento, para sermos capazes de melhorar a agroecologia atual seriam necessários investimentos e financiamento público diretos para a pesquisa e o apoio aos conhecimentos locais. Além disso, o atual sistema de mercado deve ser alterado de modo a punir aqueles que se mostram insustentáveis tanto do ponto de vista ambiental como socioeconômico.

Se é uma estrada realmente viável? Esperamos que estas negociações possam abrir um debate mais detalhado sobre estas questões até o acordo decisivo que deverá necessariamente ser alcançado em Paris em 2015.

Versione Italiano

È POSSIBILE UN’AGRICOLTURA PIÙ SOSTENIBILE?

L’agroecologia si presenta come un metodo alternativo nel settore agricolo

Camilla Forti, dal’Agenzia di Stampa Giovanile

Si parla di agricoltura durante l’incontro “Adaptation and Agroecology: women’s strategies for climate change” , primo side event di questa Conferenza delle Nazioni Unite sui Cambiamenti Climatici di Lima (COP20). Nello specifico, si discute dell’agroecologia come strategia per contrastare il cambiamento climatico. Ma andiamo con ordine. Di che cosa si tratta?

L’agroecologia, come presentato da Laura Silici nel suo articolo “Agroecology. What it is and what it has to offer” (http://pubs.iied.org/pdfs/14629IIED.pdf?), è definibile come l’applicazione dei principi e dei concetti ecologici alla gestione sostenibile degli agrosistemi. Il termine stesso viene usato per la prima volta negli anni ’30, in riferimento allo studio scientifico delle interazioni biologiche tra le varie colture e le diverse componenti degli agrosistemi. Già dagli anni ’60, la disciplina però allarga il suo focus sia in termini di scala di analisi, non limitandosi più all’ambito della piccola azienda, ma comprendendo anche l’intero sistema agroalimentare, che in termini di scopo, acquisendo un approccio maggiormente olistico, includendo nel dibattito oltre agli aspetti agronomici, anche la dimensione socio-economica e politica.

Dagli anni ’90, l’agroecologia diviene infine la disciplina scientifica che si focalizza sullo studio delle dinamiche tra i processi ecologici e le attività umane. Propone un metodo per capire quali fenomeni biologici possono essere migliorati per la creazione di un agro-sistema maggiormente sostenibile sia dal punto di vista ambientale, che in relazione al sistema agroalimentare.

Oggigiorno, alla luce dei cambiamenti climatici e della crescente preoccupazione per la questione del cibo, l’agroecologia sta acquisendo sempre maggior importanza. Sostenendo e migliorando la biodiversità, conservando e usando l’acqua in maniera più efficiente, attuando tecniche di conservazione del terreno, tale disciplina si presenta come una alternativa all’attuale sistema produttivo alimentare, che paradossalmente si sta rivelando improduttivo.

L’agrocecologia, oltre ad una scienza e un insieme di principi, viene quindi anche considerata come un movimento, con il preciso intento di opporsi all’attuale modello di agricoltura intensiva, che giornalmente causa immensi danni socio-economici ed ambientali.

L’agroecologia e i cambiamenti climatici

Considerando specificatamente l’aspetto dei cambiamenti climatici, questo nuovo tipo di agricoltura aumenta la resilienza in quanto si basa su tecniche di coltivazione e allevamento che trovano fondamento nelle conoscenze e nella tradizione locale, nella diversificazione delle specie vegetali e animali. Il risultato è un alto livello di agro-biodiversità e, conseguentemente, offre una maggior quantità di opzioni in vista di un adattamento futuro. Aspetti positivi si trovano anche in termini di mitigazione, grazie all’assorbimento della CO2 da parte del terreno e alla minor dipendenza da macchinari fortemente inquinanti.

Come discusso nel side event, l’agroecologia in molti paesi in via di sviluppo si sta rivelando una delle migliori tecniche di adattamento ed è quindi necessario che in vista di un accordo a Parigi nel 2015 anche i piccoli proprietari terrieri vengano inclusi nel dibattito. Sono loro infatti i portatori delle conoscenze e delle tradizioni del loro agro-sistema. In più, non considerando solamente la massimizzazione del profitto, ma bensì l’ottimizzazione in toto del loro ambiente, possono aprire strade nuove per raggiungere un maggior livello di sostenibilità.

Secondo Chris Handerson, esponente di PraticalAction e uno degli ospiti dell’evento, per riuscire a migliorare l’attuale agroecologia, sarebbero necessari investimenti e fondi pubblici diretti alla ricerca e al supporto dei saperi locali. Inoltre, l’attuale sistema di mercato dovrebbe essere modificato in modo tale da punire coloro che si dimostrano non sostenibili sia dal punto di vista ambientale che socio-economico.

Che sia una strada realmente percorribile? Speriamo che questi negoziati possano aprire un dibattito più approfondito su queste tematiche in vista del decisivo accordo che dovrà necessariamente essere raggiunto a Parigi nel 2015.

Cobertura COP19

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