Duas dicas culturais para acompanhar essa semana

Festa literária e festival de cinema indígena têm programação aberta e on-line para acompanhar de casa. Confira os detalhes

Por Paulo Cruz

Festa Literária Internacional – Viva Livro

A literatura é uma ferramenta de diálogo entre pessoas de vários lugares do mundo, é através dela que abrimos um mundo de experiências que podemos sentir, entender e experienciar outras vidas ao iniciarmos a leitura de um livro. Essa experiência atemporal e hiperespacial que nos desloca do tempo e do espaço permite viajarmos de histórias em histórias e conhecer um pouco mais sobre a diversidade de pessoas que compõem esse mundo.

Quem ainda não se viu descobrindo outro mundo através do livro? 

“A leitura literária é a porta que abre e possibilita o contato com parte da produção cultural da humanidade, por um lado; e, por outro, que promove a formação crítica e autônoma do leitor que compreende e reflete sobre o que lê, sobre o mundo em que vive, sobre as diversas formas de existência.”

Essa descoberta de novos mundos é o que possibilita o ser humano transitar pelo desconhecido e criar narrativas de sonhos, mesmo em momentos tão difíceis como esses que enfrentamos, com a intensificação de mortes pela covid-19 e políticas genocidas. É preciso haver reflexões sobre como operamos, o que a literatura pode proporcionar.

E por isso entre os dias 24 à 27 de março acontece a Festa Literária Internacional – Viva Livro um festival online que utiliza da literatura como acolhimento e compartilhamento de conhecimentos para todos os públicos. Se você quer participar do evento se inscreva aqui.

A festa literária conta com oficinas, programação para crianças com “histórias que acolhem e encantam” no instagram @sementinhapreta, @mariana_caribe, @maequele e @atrasdaporta20,  lançamentos de livros e também concurso literário para estudantes das escolas públicas da Bahia, com o título de “Quem sou eu no mundo”.

Vamos chegar junto família!

Festival Cine Kurumin

Aí, vocês já ouviram falar no cine Kurumin? Ainda não? 

Então se liga! O Cine Kurumin é um Festival Internacional de Cinema índigena, uma amostra de cineastas indígenas que está em sua 10º edição!!!  O festival nasceu com a proposta de trazer visibilidade às produções indígenas e já aconteceu na cidade de Salvador- Bahia e aldeias Tupinambá, Pataxó, Tumbalalá, Kiriri  que ficam na Bahia e Yawalapiti do Alto Xingu, em Mato Grosso.

“Em 2021, o Festival Cine Kurumin apresenta mais uma edição em formato online, comemorativa dos 10 anos do festival. Além da Mostra Competitiva Oficial, duas outras retomam filmes que fizeram parte da programação do festival, com algumas produções novas, reunidas nas mostras Narrativas Indígenas contra o Fim do Mundo e Imaginários Futuros Indígenas. Na curadoria, Bia Pankararu, Graci Guarani, Olinda Muniz, Naine Terena, Aline Frey, Ana Carvalho, Roberto Romero e Thaís Brito.”

Durante esses 10 anos de Cine Kurumin já houve a presença de Ailton Krenak, Takumã Kuikuro, Ariel Ortega, Zezinho Yube Huni Kuin, Isael Maxakali, Sirleia Kiriri, Jaborandy Tupinamba, Fábio Titiá, Dário Yanomami, Patrícia Ferreira, Graci Guarani, Alexandre Pankararu, Olinda Yawar, Suely Maxakali, além de Vincent Carelli, idealizador do Vídeo nas Aldeias.

O festival é uma oportunidade para que todos possam entender os olhares e as vozes contrastadas com o descaso e a vulnerabilidade que os povos originários estão vivendo no Brasil.

No site é possível encontrar a programação dividida em mostra de curtas-metragens, mostra de longas e médias-metragens  e das mostras Narrativas indígenas contra o Fim do Mundo e Imaginários Futuros Indígenas. 

Entre os filmes que estão participando este ano você pode assistir o longa AMAZONIAN COSMOS OU A QUEDA DO CÉU – Daniel Schweizer, com Jaider Esbell e Davi Kopenawa.

Sinopse: Duas etnias indígenas amazonenses aceitam o convite de Ongs para viajar à terra dos brancos para defender seus direitos. Essa jornada é uma perspectiva invertida da etnografia ao voltar seu olhar para o mundo ocidental branco e capitalista e oferecer uma crítica xamânica a esse mundo capitalista.

Ou o média “A FLECHA E A FARDA” de Miguel Antunes Ramos.

Sinopse: Em 1970, oitenta indígenas marcham, fardados, no pátio de uma delegacia, para a cúpula do regime militar. Cinquenta anos depois, o filme busca estes guardas – seus corpos, suas histórias, suas memórias.

Além das animações A FESTA DOS ENCANTADOS  de  Masanori Ohashy e HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO POVO PATAXÓ de Alice Pataxó e Patrick OderiêQuer ficar de olho na programação? Acesse aqui.  Você também pode acompanhar pelo Facebook e Instagram.

Site do festival / reprodução

arte em fundo branco. na esquerda, linhas finas coloridas e a foto de um jovem usando camiseta rosa.

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