Dinossauro quebra protocolo diplomático para fazer apelo aos líderes mundiais

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) traz um dinossauro feroz e eloquente à sede das Nações Unidas em Nova York para exigir mais ação climática dos líderes mundiais, em um curta-metragem lançado hoje como a peça central da nova campanha “Não escolha a extinção”.

Após invadir o icônico Salão da Assembleia Geral, famoso por discursos históricos de líderes ao redor do mundo, o imponente dinossauro se dirige a uma plateia perplexa de diplomatas, dizendo que “é hora de os humanos pararem de dar desculpas e começarem a fazer mudanças” para lidar com a crise do clima.

“Pelo menos tínhamos um asteróide”, avisa o dinossauro, referindo-se à popular teoria que explica a extinção desses enormes répteis há 70 milhões de anos. “Qual é a desculpa de vocês?”

O filme, o primeiro realizado na Assembleia Geral da ONU com animação CGI (imagens geradas por computador), apresenta celebridades mundiais dando voz ao dinossauro em várias línguas, incluindo os atores Eiza González (espanhol), Nikolaj Coster-Waldau (dinamarquês) e Aïssa Maïga ( Francês).

O Dinossauro destaca como o apoio financeiro aos combustíveis fósseis por meio de subsídios – dinheiro do contribuinte que ajuda a manter baixo o custo do carvão, petróleo e gás para os consumidores – é contraproducente em face da ameaça da mudança global do clima.

“Pense em todas as coisas que poderiam ser feitas com esse dinheiro. No mundo, existem muitas pessoas que vivem na pobreza. Você não acha que ajudá-las faria mais sentido do que … sei lá … pagar pelo desaparecimento de toda a espécie?”, pergunta o dinossauro.

“O curta é divertido e envolvente, mas os tópicos que aborda não poderiam ser mais sérios”, afirma Ulrika Modeer, diretora do Escritório de Relações Externas e Advocacia do PNUD. “O secretário-geral da ONU se referiu à crise climática como um ‘código vermelho para a humanidade’. Queremos o curta para entreter, mas também queremos aumentar a conscientização sobre o quão crítica é a situação. O mundo deve aprofundar a ação climática se quisermos ter sucesso em manter nosso planeta seguro para as gerações futuras.”

A campanha “Não Escolha a Extinção” do PNUD e seu curta-metragem buscam tornar mais visível como os subsídios aos combustíveis fósseis estão retardando o progresso contra a mudança do clima enquanto beneficiam principalmente os ricos.

Um estudo do PNUD divulgado como parte da campanha revela que o mundo gasta assombrosos US $ 423 bilhões por ano para subsidiar os combustíveis fósseis aos consumidores (petróleo, eletricidade gerada pela queima de outros combustíveis fósseis, gás e carvão).

Isso poderia cobrir o custo das vacinas contra a COVID-19 para cada pessoa no mundo ou financiar três vezes o montante anual necessário para erradicar a pobreza extrema em todo o planeta.

A campanha e o curta-metragem buscam ainda tornar mais acessíveis as questões técnicas, às vezes complexas, relacionadas aos subsídios aos combustíveis fósseis e à emergência climática. Por meio de diversas ações para envolver as pessoas, o objetivo é educar e dar voz às pessoas  no mundo inteiro.

Mais informações em www.dontchooseextinction.com

Via ONU NEWS.

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