Diário Antirracista, dia 28

Qual o papel da comunidade asiática na luta antirracista? A Juliana Choi vem conversar sobre esse tema no vídeo de hoje do Diário antirracista

Por Redação AJN

A  protagonista do vídeo de hoje é a Juliana Choi.  Ela é estudante de Engenharia de Computação na University of British Columbia. Além da paixão por resolver problemas técnicos, enxerga também a possibilidade de usar sua formação para fomentar um ambiente mais igualitário e diverso no universo de Engenharia. Estuda muito sobre sua existência como Coreana-Brasileira, a fim de entender melhor como dar voz a lideranças que se parecem com ela. Além disso, faz parte da BRASA, a maior associação de Brasileiros no Exterior, que tem como objetivo central empoderar a futura geração de líderes brasileiros para um Brasil melhor.

Ela vem ao canal do Samuel Emílio falar sobre o papel das pessoas asiáticas na luta antirracista, e deixa claro que sua posição não é a única entre os povos de origem asiática sobre o tema. Ela começa explicando como enxerga as diferenças entre o racismo ‘antinegro’ e as opressões contra povos ‘amarelos’:

Existe racismo contra asiáticos no Brasil? Eu particularmente costumo dizer que as pessoas asiáticas não sofrem racismo no Brasil. Nós sofremos diversos tipos de discriminações sociais, mas eu acho importante fazer essa distinção, justamente pelo contexto no qual a gente se encontra: o nosso país teve mais de 300 anos de escravidão. Assim como vocês puderam acompanhar através do do diário antirracista, o racismo antinegro é presente e enraizado na nossa cultura, e para mim, comparar as micro agressões que a comunidade asiática sofre com toda uma estrutura social que foi imposta a fim de oprimir a população negra é um tanto quanto insensível e de certa forma desvia a intenção do movimento amarelo. 

A Juliana alerta que, apesar das diferentes reflexões que ela propõe sobre o racismo contra pessoas negras e as opressões contra povos amarelos, todo tipo de estereotipagem tem consequências negativas. 

esses comentários [aparentemente inofensivos] têm muitos impactos na nossa visão de identidade. Eu, por exemplo, demorei muito a encontrar minha nacionalidade por muitas vezes me ver muito ‘coreana’ pra ser brasileira, e muito ‘brasileira’ pra ser coreana. Todas as ‘caixinhas’ nas quais nós somos colocados nos limitam muito e é incrivelmente frustrante enxergar a sua identidade sendo ditada pelo outro, ou até perder a sua identidade por causa de uma generalização. E mesmo levando em consideração todas as situações de micro opressão, ainda assim eu acho super importante ressaltar a posição de privilégio na qual a comunidade asiática está, dentro da hierarquia social dos brancos, embora nunca seremos brancos por sermos ‘exóticos’ demais para tal, grande parte da população enxerga a gente como minoria ‘modelo’, como a minoria que ‘deu certo’

Assista o vídeo completo:

Diário Antirracista, dia 28

Conheça as missões de hoje:

Missão 1: Assistir ao vídeo: Nós Asiáticos Reproduzimos o Racismo Anti-Negro

Missão 2: Seguir essa página no instagram: Projeto Asiatique

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