Diário Antirracista, dia 27

Qual é o lugar das mulheres negras dentro do feminismo? A Thaynah vem bater um papo sobre esse tema no Diário Antirracista, e nos apresenta o conceito de Mulherismo Africana

Por Redação AJN

Hoje a Thaynah Gutierrez chegou junto para compartilhar conhecimentos muito importantes sobre o lugar das mulheres negras no feminismo, e apresentar um novo conceito que recentemente vem sendo incorporado pelas mulheres negras, o Mulherismo Africana. 

Desde sempre, as mulheres negras apontam que as primeiras correntes que foram tidas como  as primeiras correntes feministas, e os movimentos que foram tidos como os primeiros movimentos feministas, desde o começo, tornaram as demandas, as peculiaridades e propriamente o espaço das mulheres negras limitado ou quase que invisível. E falando de Brasil, é importante destacar que, de forma prática, pra não restar dúvidas, enquanto as mulheres brancas no Brasil estavam lutando pelo direito ao voto, a partir do movimento das mulheres sufragistas, muitas mulheres negras estavam sendo vendidas como escravas, e não havia uma luta real pela emancipação de todas as mulheres. (…) E por essa e tantas outras razões foi preciso separar as demandas, construir perspectivas, debates teóricos e práticos diferentes, pois as mulheres negras não estavam sendo contempladas.

Ela explica que, a partir dos anos 1970, com a fortalecimento do ativismo das mulheres negras tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, o cenário mudou e as demandas das mulheres negras passaram a conquistar um pouco mais de espaço nas discussões do feminismo.

A Thaynah também lembra que um dos principais mitos que as primeiras feministas combatiam, o da suposta fragilidade feminina,  nunca foi reconhecido entre as mulheres negras, que nunca tiveram a possibilidade de sentirem ou aparentarem qualquer tipo de fragilidade.

Só depois dos avanços conquistados por mulheres negras feministas à margem das ondas do feminismo branco, é que surgem as discussões sobre o Mulherismo Africana:

O termo mulherismo, vem de mulher, negando qualquer semelhança com ‘fêmea’, que se desdobra nos pensamentos e ações de uma agenda ocidental. E africana é o termo em latim que se apresenta enquanto uma identidade cultural e de localização, por que nos recentraliza identitariamente com África. E porque hoje muitas mulheres negras vêm se identificando com essa forma de pensamento e ação: principalmente porque essa corrente de pensamento, esse estilo de vida, nos dá a possibilidade de nos reconhecer a partir da ancestralidade e das bases matriarcais

Assista o vídeo completo:

Diário Antirracista, dia 27

Conheça as missões de hoje:

Missão 1: Refletir e listar experiências e situações que mulheres negras e mulheres brancas passam e que são diferentes. E depois, refletir sobre possíveis razões para essas diferenças.

Missão 2: Ler um livro, texto, artigo, entrevista de uma das mulheres negras brasileiras citadas pela Thaynah, e compartilhar os conhecimentos com pelo menos 1 pessoa.

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