Diário Antirracista, dia 25

Será que o nosso sistema prisional é um espaço saudável de ressocialização? A Thaynah traz um panorama da discussão sobre o racismo estrutural e o encarceramento em massa 

Por Redação AJN


A Thaynah Gutierrez ocupa mais uma vez o canal do Samuel Emílio na jornada Diário Antirracista! Ela é administradora pública em formação, ativista pela democratização da educação política e criadora de conteúdos sobre política e administração pública, e hoje vem conversar sobre como o racismo estrutural está ligado ao encarceramento em massa.

Ela começa deixando duas sugestões de leitura sobre o tema: 

Livro “O que é encarceramento em massa?”, de Juliana Borges

Livro “Estarão as prisões obsoletas?”, de Angela Davis

O Brasil hoje tem a terceira maior população prisional do mundo em números absolutos. São mais de 755 mil pessoas encarceradas, aproximadamente 30% delas de forma provisória, aguardando julgamento definitivo. Grande parte das pessoas presas têm entre 18 e 29 anos, 61,7% das pessoas presas são pretas ou pardas.

De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional, o Depen, em 2014, cerca de, 75% dos encarcerados têm apenas o ensino fundamental completo. Entre as mulheres, 68% das que se encontram em situação de cárcere são negras; três em cada dez ainda esperam julgamento. A causa mais frequente de prisão para ambos os gêneros é tráfico de drogas.

A Thaynah expõe esses dados e explica um dos fatores de aumento das prisões:

Também de acordo com o Depen, hoje mais de 60% das mulheres e 25% dos homens presos respondem por tráfico de drogas. E esse dado nos choca porque sabemos que desde a promulgação da Lei de Drogas, foi passada uma arbitrariedade para os policiais definirem qual a quantidade de droga seria considerada passível de prisão por tráfico. O  que gerou uma alta quantidade de pessoas jovens negras presas nas periferias, que muitas vezes estavam portando um cigarro de maconha. 

Durante a pandemia, as pessoas encarceradas em prisões abarrotadas enfrentam ainda mais dificuldades e privação de direitos básicos:

E agora, pra falar do cenário de pandemia que estamos vivendo, as condições dentro das unidades prisionais tem sido cada vez piores, demonstrando a desumanização para com essas pessoas, porque até maio haviam sido realizados 2.155 testes de Covid-19 no sistema prisional [brasileiro] inteiro, e os estados também proibiram as visitas de advogados, familiares e associações de apoio sem pensar em alternativas e ficou cada vez mais difícil saber a real situação dos detentos. (…) Haveria tanto silêncio se as penitenciárias fossem cheias de pessoas brancas?

Assista o vídeo completo:

Diário Antirracista, dia 25

Conheça as missões do dia 25:

Missão 1: Refletir como a violência e a prisão fazem parte do privilégio branco, no sentido de termos uma proteção midiática e punitiva para crimes cometidos por pessoas brancas (Ex: casos de corrupção e ligações de políticos com o tráfico de drogas).

Missão 2: Acompanhar e apoiar ativamente e financeiramente associações que há anos vem trabalhando incansavelmente para apoiar familiares de pessoas presas, e pessoas presas para terem direitos garantidos (Associação Amparar, as Mães de Maio e as Mães do Cárcere).

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