Diário Antirracista, dia 24

A Thaynah é ativista pela democratização da educação e criadora de conteúdos sobre política e vem ao Diário Antirracista falar sobre racismo científico

Por Redação AJN


Racismo científico ou racismo biológico é a crença pseudocientífica de que existem evidências empíricas que apoiam ou justificam o racismo ou a inferioridade ou superioridade racial.

A protagonista do vídeo de hoje é a Thaynah, moradora de Ermelino Matarazzo no extremo leste de São Paulo, administradora pública em formação, ativista pela democratização da educação política e criadora de conteúdos sobre política e administração pública.

A Thaynah começa dizendo que o uso dessas teorias supostamente neutras de inferiorização racial – aqui no Brasil, a inferiorização de negros e indígenas – vem desde o tempo da escravidão:

logo depois do processo de abolição da escravidão no Brasil, essas teorias foram sendo utilizadas pelas pessoas que detinham poder, pelos médicos, pelos cientistas, pra conseguir justificar o processo de marginalização das pessoas negras. Porque como as pessoas negras estavam agora numa posição de pessoas livres, mas para os detentores de poder não havia possibilidade de reintegrar de forma equânime essas pessoas, a ideia foi se utilizar dessas teorias, que há muito tempo vinham sendo validadas, para poder justificar a inferiorização, a marginalização, a criminalização de pessoas negras, e a colocação de muitos negros como loucos, com processo de internação em manicômios, com diversos relatos das torturas que eram sofridas nesse período.

Essas teorias racistas foram base para fundamentar estudos em criminologia – que se utilizavam de características físicas para identificar pessoas supostamente mais propensas a cometer crimes, e na medicina – como na realização de experimentos sem anestesia em mulheres negras, com base na crença de que elas teriam maior resistência à dor.

Pode parecer louco pensar que essas teorias chegam nos dias de hoje para justificar a criminalização de pessoas negras, mas na verdade boa parte do que a gente tem hoje vinculado nas estruturas racistas advém da criação do imaginário que foi construído naquela época.

Assista o vídeo completo:

Diário Antirracista, dia 24

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