Diário Antirracista, dia 11

Hoje vamos assistir o 11º vídeo do Diário Antirracista, com a ativista preta Thais Ferreira falando um pouco sobre racismo publicitário

Por Redação AJN

Quem ocupou o canal do Samuel Emílio para o 11º tema do Diário Antirracista foi a Thais Ferreira: preta, mulher, mãe e ativista. Cria da periferia do Rio de Janeiro, líder comunitária há 14 anos. Especialista em Saúde da Mulher e Primeira Infância. É parte do Coletivo MASSA/RJ, colaboradora do Odarah Cultura e Missão. Co-idealizadora do movimento Segura a Curva das Mães.

O racismo na publicidade é facilmente identificável. Para a Thais, muitas marcas e agências de publicidade vêm reconhecendo o racismo estrutural e executando ações antirracistas em suas campanhas, mas isso ainda é insuficiente. 

Pessoas pretas precisam de reparação histórica e restituição plena em todas as áreas. (…) Hoje, todos deveriam saber que, segundo o IBGE, pessoas pretas e pardas representam 56,10% da população brasileira.

Mesmo sendo um país de maioria preta, a publicidade brasileira ainda é racista.

Uma pesquisa da Odiversity, divulgada pelo Grupo Croma no fim de 2019 e que ouviu cerca de 2000 pessoas de todas as regiões do país, das classes A, B e C com mais de 16 anos confirma: apesar de algumas ações, 37% dos entrevistados entendem que a publicidade no Brasil é racista.

A Thais traz outro dado: 

Segundo a publicação da Todxs, realizada a cada 6 meses pela Agência Heads em parceria com a ONU Mulheres, a participação de mulheres negras como protagonistas nos comerciais saltou de 4% para 25%. E sim, esses pequenos avanços precisam ser valorizados e utilizados como base e evidências para promover ainda mais a participação de pessoas negras em toda a cadeia da publicidade.

Para entender mais e se aprofundar no tema, a Thais indica a leitura de obras da ativista Patrícia Hill Collins:

ela cita produções cinematográficas recentes, como o filme Pantera Negra e a obra da cineasta Ava Duvernay para afirmar que estamos na era de ouro da representação das mulheres negras na mídia, sem deixar de lançar um alerta: a representatividade pode ser sedutora, mas não é suficiente se não vier acompanhada da participação nos espaços de poder e tomada de decisão.

Diário Antirracista, dia 11

Conheça as missões do dia 11:

Missão: Pesquise no google: Propagandas racistas e leia 3 ou 4 casos reais

Missão extra: Substitua 3 protagonistas de propagandas que marcaram as sua vida por pessoas negras e anote suas impressões sobre isso.

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