Dia mundial da luta contra a aids: apesar da redução de mortes, mundo ainda vive grave epidemia de aids

As Doenças Sexualmente Transmissíveis e a aids ainda permanecem na categoria de tabu – junto com o sexo – para grande parte da sociedade brasileira. Famílias, escolas, igrejas, ONGs, mídia, ainda precisam avançar no debate, difusão de informações e conscientização para barrar o avanço do HIV e das DST.

No mundo, 4 milhões de pessoas vivem com HIV, o que representa uma grave epidemia, apesar da significativa redução da mortalidade devido ao tratamento com os coquetéis antiretrovirais.

O combate à aids é um dos oito objetivos do milênio que deverão ser alcançados até 2015. E embora a Organização das Nações Unidas, em um relatório divulgado na semana passada, afirme que o fim da aids está à vista graças à melhora no acesso a medicamentos, organizações não governamentais que atuam na área, garantem que o alcance dessa meta continua inatingível, uma vez que o número de pessoas que contraem o vírus a cada ano supera o de pessoas que começam a ter acesso ao tratamento, portanto, se permanecer no mesmo ritmo, o mundo só reverterá a epidemia em 2022.

Em 2011, por exemplo, houve 2,5 milhões de novos casos da doença. Mais do que o dobro da meta de limitar o número de novas contaminações a 1,1 milhão por ano, segundo a ONE, entidade beneficente voltada para o combate à pobreza e a doenças evitáveis, e que tem o roqueiro irlandês Bono como um dos seus fundadores.

Aids no Brasil

Estima-se que mais de seiscentas mil pessoas vivam com o vírus HIV, no País – De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente duzentas e cinquenta mil não sabem que têm o vírus –. Esse número, que representa 0,6% da população, atingiu um estágio de estabilidade, no entanto, a cada ano mais de trinta mil são infectadas.

Em São Paulo, de acordo com dados do Programa Estadual de DST/Aids houve uma queda de 35,7% da taxa de incidência de novos casos notificados de aids. Apesar da queda, os números ainda são muito preocupantes, a doença ainda mata, em média, oito pessoas por dia no Estado.

Diante disso, está claro que a luta contra a aids deve permanecer entre as prioridades na agenda mundial. É preciso ampliar o acesso aos medicamentos. Além disso, investir as ações preventivas como garantia do acesso aos preservativos. E para essa luta estamos todos nós convocados, previna-se e ajude a divulgar essa ideia.

 

 

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