Deficiência visual e liberdade

Um assunto que não tem sido tão discutido nos dias de hoje, está presente aqui no 9º Congresso de Prevenção das DST e Aids. Trata-se do treinamento de cães guias para cegos. Nesta quarta-feira (29), o Instituto Iris, que atua para melhorar a qualidade de vida de deficientes visuais, justamente por meio dos cães, esteve presente realizando atividades.

O Instituto, fundado em 2002, foi criado pela primeira cega a ter um cão guia no Brasil, Taís Martinez. Ela lutou para a aprovação da Lei que permite o acesso de cães em todos os lugares públicos e privados.

Erséa Maria Alvez, vice- presidente da Instituição, também deficiente visual, ganhou Toby, seu cão guia, por meio do Iris e luta para que muitos outros possam acessar o mesmo direito. Em dez anos de existência, o Instituto Iris já entregou 28 cães guias. Mantém as atividades com patrocínios e colaboração de voluntários.

No Brasil existem cerca de setenta 70 cães guias. “Muitos deficientes ainda estão sem os cães e nós só conseguimos entregar três ou quatro por ano”, lamenta Erséa.

Ao se candidatar para receber um cão, a pessoa preenche uma ficha de inscrição e aguarda numa lista de espera. A entrega não é determinada por uma sequência cronológica, mas pela necessidade de cada candidato, avaliada durante entrevista.”Além disso, o cão tem que ser compatível ao dono, como se fosse uma doação de órgãos”, ressalta a vice-diretora.

Os animais doados vêm, já adultos, dos Estados Unidos, onde são socializados e treinados por, aproximadamente, um ano e meio. Mesmo após receber o cão guia, o deficiente visual continua a receber um acompanhamento da equipe do Instituto.

Ingrid Evangelista (SP) e Luana Viegas (SP), da Cobertura Jovem em São Paulo

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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