De uma semente nasce um bosque (Português/Italiano)

10850200_616037088519420_5121611730015212292_n
As vozes da sociedade civil estão unidas hoje em Lima para a grande marcha em defesa do Planeta

Cristina Dalla Torre, Edoardo Quatrale e Sara Cattani, da Agência Jovem de Notícias

Nós não somos gotas, mas somos um rio. Um rio colorido que avança entre as movimentadas ruas de Lima. Os sons de buzinas e o rugido dos motores não conseguiram abafar as muitas vozes que, de todo o mundo, se reuniram nesta manhã no Campo de Marte para iniciar a “Marcha Mundial en Defensa de la Madre Tierra”.

Camponeses, sindicatos, povos indígenas, jovens de todo o mundo foram às ruas para defender a “Pachamama” da exploração indiscriminada de seus recursos naturais.

Depois de passar pelas ruas do centro, a Praça San Martín foi invadida por milhares de participantes, cada um com seu slogan, mas todos sob a mesma bandeira, a da preservação do nosso planeta.

“Chega de promessas, de apenas falar sobre mitigação, o que precisamos é de uma adaptação comunitária, uma mudança do sistema.” Com estas palavras os organizadores acolheram a marcha do “povo do Peru, do povo da América Latina, da população do mundo.” Como tem ocorrido já há dias, as reivindicações foram relativas à defesa da água, da terra, dos direitos humanos e, mais especificamente, do cancelamento da lei peruana de número 30230, que estabelece medidas fiscais, procedimentos simplificados e autorizações especiais para a promoção e valorização dos investimentos do país, e que preocupa muito os ambientalistas.

O evento terminou com uma forte crítica à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP20), reunida no Pentagonito, que, na opinião da praça, está incentivando um modelo de desenvolvimento capitalista, apoiando as grandes empresas e, conseqüentemente, os grandes poluidores do planeta.

O que permanece no fim do dia é a sensação de que existem dois mundos distintos: de um lado o tom formal da COP20, com suas frases complexas que impedem a compreensão geral; e de outro, os lemas cheios de fúria “de los pueblos”. Dois mundos que estão lutando para conversar e encontrar um terreno comum para a discussão, que falam duas línguas diferentes. Obviamente, a atitude da sociedade civil é totalmente compreensível: ela se indigna com o grande desperdício de dinheiro por trás da organização das Conferências e com a hesitação contínua, por parte dos negociadores, em tomar as medidas decisivas e oportunas de que o planeta precisa.

A marcha de hoje foi uma oportunidade importante de atrair a atenção do mundo sobre o que está acontecendo em Lima, na esperança de estimular os governos a aproveitar os dois últimos dias de negociações que restam antes do encerramento da COP20.

Versione Italiano

De una semilla nace un bosque

Le voci della società civile si uniscono oggi a Lima per la grande marcia in difesa del Pianeta

Cristina Dalla Torre, Edoardo Quatrale e Sara Cattani, dell’Agenzia di Stampa Giovanile

Non siamo gocce, ma siamo un fiume. Un fiume colorato che avanza tra le strade trafficate di Lima. I rumori del clacson e il rombo dei motori non sono riusciti a sovrastare le tante voci che, da tutto il mondo, si sono riunite questa mattina al Campo de Marte per iniziare la “Marcha Mundial en Defensa de la Madre Tierra”.
Campesinos, sindacati, indigeni, giovani da tutto il mondo sono scesi in strada per difendere la “Pachamama” dallo  sfruttamento indiscriminato delle sue risorse naturali.

Dopo aver attraversato le vie del centro, Plaza San Martín è stata invasa da migliaia di partecipanti, ognuno con il suo slogan, ma  tutti sotto la stessa bandiera, quella della salvaguardia del nostro pianeta.

“Basta parlare di promesse, basta parlare di mitigazione, quello che serve è un adattamento comunitario, un cambiamento del sistema.” È con queste parole che gli organizzatori hanno accolto la marcia del “popolo peruviano, del popolo latinoamericano, della popolazione mondiale”. Come ormai avviene da giorni le richieste riguardano la difesa dell’acqua, della terra, dei diritti umani e più specificatamente l’annullamento della legge peruviana di numero 30230 che stabilisce misure tributarie, procedure semplificate e permessi speciali per la promozione e la valorizzazione degli investimenti del Paese e che preoccupa molto gli ambientalisti.

La manifestazione si è conclusa con una forte critica alla Conferenza delle Nazioni Unite sui Cambiamenti Climatici (COP20), riunita nel Pentagonito, che secondo l’opinione della piazza sta incentivando un modello di sviluppo capitalista, sostenendo le grandi imprese e, di conseguenza, i grandi inquinatori del pianeta.

Quel che rimane a fine giornata è la sensazione che ci siano due mondi separati: da una parte il tono formale della COP20 con le sue frasi complesse che impediscono una generale comprensione; dall’altra i motti carica di rabbia “de los pueblos”. Due mondi che faticano a dialogare e trovare un terreno di discussione comune, che parlano due lingue diverse. Ovviamente l’atteggiamento della società civile è totalmente comprensibile: ci si indigna per il grande spreco di denaro che sta dietro l’organizzazione delle Conferenze, a fronte dei continui tentennamenti da parte dei negoziatori a prendere le misure decisive e tempestive di cui pianeta avrebbe bisogno.

La marcia di oggi è stata un’occasione importante per attirare l’attenzione del mondo su quello che sta succedendo a Lima, con la speranza di spronare i governi ad approfittare degli ultimi due giorni di negoziati che rimangono prima della chiusura della COP20.

 

Ver +

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *