Da prevenção ao tratamento: o que é o HIV/Aids?

Por: Moises Maciel da Agência Jovem de Notícias/ Foto: Cecilia Bastos / USP Imagem 25/07/2016

As pessoas ainda não entendem muitas questões relacionadas à prevenção do HIV, tratamento e medicações, então, vamos entender melhor isso!

O HIV/Aids ainda está cheio de preconceitos e estigmas ao seu redor, seja por conta da falta de conhecimento sobre a patologia, ou por ainda ser uma doença associada a uma população há muito marginalizada.

É importante lembrar que, durante as décadas de 80 e 90, a Aids era conhecida como a “doença dos gays”, ou a “ira de Deus”. Infelizmente, esse pensamento ainda é recorrente e, antes da chegada das primeiras medicações, em 1996, a epidemia tirou a vida de milhares de pessoas.

Além de ser uma doença que até então não se sabia o que, de fato, causava no organismo, e nem mesmo como tratá-la, o HIV se concentrou entre uma população já socialmente marginalizada que, desde sempre, foi alvo de preconceitos.

Assim, é comum hoje em dia escutar que se a pessoa é gay, logo irá se infectar pelo HIV. Isso é uma grande mentira, pois qualquer pessoa que tenha uma vida sexual ativa pode se expor às infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Diante desses preconceitos e estigmas, dá para perceber que o HIV é uma doença também social, e que diferentes áreas da vida de uma pessoa com HIV podem ser influenciadas pela condição sorológica.

E para evitar os problemas biológicos que o vírus pode causar, a principal indicação é iniciar o tratamento o mais rápido possível, galera.

As medicações

Hoje em dia, uma gama de medicamentos já está disponível para tratar o HIV, além de diversos estudos em curso sobre formas de tratamento, cura e aumento da qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus/a patologia.

As opções de medicações têm melhorado bastante nos últimos anos e é de extrema importância que, assim que a pessoa descubra sua sorologia, ela inicie o tratamento. Isso evita possíveis complicações e garante melhor qualidade de vida. Luan Santos descobriu a sorologia positiva para o HIV em 2016, através de um teste rápido por fluido oral, seguiu todo o processo e iniciou a medicação o mais rápido possível. “Eu comecei o tratamento mais ou menos dois meses e meio depois da minha descoberta”, conta.

Uma vez que a pessoa inicia o tratamento ela não transmite mais o vírus, proporcionando assim uma prevenção coletiva, além de evitar complicações devido à carga viral e ao comprometimento do sistema imunológico. O Luan entendeu muito bem essa questão: “é algo muito importante iniciar o tratamento rápido, porque somos nós que temos que nos cuidar e assim cuidar dos outros”.

É claro que as pessoas têm uma série de perguntas quando são diagnosticadas com o vírus, e ter essas dúvidas é muito importante para um melhor entendimento da condição sorológica e do que “de fato” é o HIV. Além da busca por informação, o suporte e apoio das outras pessoas como os amigos, a família e até mesmo parceiros e parceiras, é muito importante no processo.

O apoio pode vir das mais variadas formas e pessoas, como foi o caso de Luan. “Comecei o tratamento por motivação de um amigo, lógico, ele me aconselhou em tudo, me acompanhou em tudo e até hoje me acompanha”.

E o tratamento? E as reações?

Amores, não se preocupem com isso! Vamos ao porquê: desde a chegada dos primeiros antirretrovirais (ARVs) no Brasil, em 1996, as pessoas passaram por muitas reações ruins e até mesmo dolorosas. Porém, as medicações estão evoluindo cada vez mais e não causam reações extremas como antigamente.

Até o ano passado, a medicação base que era distribuída como protocolo nacional para as pessoas recém diagnosticadas era a medicação 3 em 1, ou seja, três drogas em um comprimido só. Essa medicação, para algumas pessoas, não dava certo, então elas tinham que trocar de esquema. Mas em 2017 entrou no mercado uma nova medicação chamada Dolutegravir, uma droga melhor que, em muitos casos, não apresenta nenhuma reação.

Luan iniciou o tratamento no ano passado, sua medicação é do protocolo anterior, o 3 em 1, e ele não sofreu nenhuma reação. “Desde o início do tratamento eu venho me sentindo ótimo, não tive nenhuma reação aos medicamentos, e não sinto gosto do remédio; só lembro de tomar ele todos os dias sempre no horário certo”.

Mesmo com as novas medicações e formas de prevenção, a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV é a informação, pois quando temos a informação, o conhecimento, temos o poder de decidir como desejamos nos prevenir, seja com o uso do preservativo, PEP ou até mesmo a PREP.

21 anos, estudante de jornalismo, estagiário de comunicação e marketing

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