Cúpula dos povos: 80 mil pessoas ocupam as ruas do RJ por justiça social e ambiental

Por Rafael Stemberg e Vânia Correia | Imagem: Vânia Correia

Na tarde quarta-feira, 20, cerca de 80 mil pessoas ocuparam, de ponta a ponta, a avenida Rio Branco, principal via do centro do Rio de Janeiro (RJ), para a Marcha da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental – contra a mercantilização da vida, em defesa dos bens comuns.

Vindos de diferentes cantos do planeta, os manifestantes representavam as mais variadas lutas em defesa de um mundo justo e sustentável. Estudantes, servidores públicos, feministas, ambientalistas, trabalhadores, jovens. O tom era de denúncia dos impactos causados pelo atual modelo de desenvolvimento e aos retrocessos que se desenham no Rio Centro, local onde acontece a conferência da ONU – Rio+20.

Apesar das diferenças culturais, ideológicas e políticas entre os participantes, a ideia da urgência em criar alternativas para o mundo, pautadas na democracia radical, proteção do meio ambiente e respeito aos direitos humanos, dava liga à manifestação.

Para chamar atenção e passar suas mensagens, os manifestantes não economizaram na criatividade. Além das tradicionais bandeiras, faixas e batuques, as pessoas trouxeram para as ruas diversas encenações, como a do velório da lei ambiental no Brasil.

Um tema que dominou grande parte das manifestações da marcha foi o novo código florestal. A presidenta Dilma foi duramente criticada pelos vetos considerados insuficientes por muitos grupos presentes. “Temos que debater mais o código. Ainda dá tempo de provocar mudanças e de conseguir o vetar. E isso é fundamental, porque o código representa um retrocesso ambiental”, diz o militante ambiental, Vitor Massao.

Liberdade de expressão

Um mundo com justiça social e ambiental passa, necessariamente, pela liberdade de expressão real para todos os cidadão, não apenas para grandes grupos comerciais.

Essa é a crença do grupo de militantes da Campanha Rio+Você e da Agência Jovem de notícias, que levou para a marcha pirulitos com suas fotos impressas e amordaçadas.

Durante os dias 7 a 23 de junho cerca de cem jovens, de dezoito países, realizam a cobertura jovem colaborativa das atividades oficiais e paralelas da Rio+20 e Cúpula dos Povos e realizam atividades de intervenção social.

Vania Correia

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