Uma grande ciranda coloca todo mundo na roda

Cultura integra crianças e adolescentes na Cúpula dos Povos


Em cada pedaço da Cúpula dos Povos respira-se cultura. Tem gente dançando, cantando cantiga de roda e tocando batuques. O Grupo Maracatu Leão da Vila, de Sorocaba, SP, é um dos grupos ocupando os espaços do evento. Telma Tecila, uma das idealizadoras, conta como o grupo surgiu. “Este grupo começou de um sonho de reacender a cultura de Sorocaba. Fomos até aos mestres de cultura Rodrigo Carvalho e Raquel Trindade, que são do Maracatu de Umbu das Artes, para aprender um pouco com eles”.
O Grupo Maracatu Leão da Vila, existe a seis anos, em parceria com o Centro Cultural Quilombinho. O grupo é formado por crianças, adolescentes e pessoas da comunidade.  A meninada começa a participar a partir dos três anos de idade. Atualmente, participam do grupo, cerca de trinta pessoas. Os ensaios são aos sábados e abertos a comunidade. Segundo Telma, a comunidade se apropriou do espaço. “Os ensaios e oficinas são abertos a todos da comunidade. As crianças podem chegar para brincar, tocar e dançar. A comunidade inteira se envolve nesse projeto. Virou tradição no bairro”.

O Leão da Vila participa da Cúpula dos Povos e colocou muita gente pra dançar. Tecila acredita que são em espaços como esses que nossas crianças e adolescentes aprendem e conhecem novas culturas. “É aqui na Cúpula que estamos conhecendo coisas que eles talvez não tivessemos a oportunidade de conhecer. E ainda estão interagindo, e isso que é legal”.

A adolescente Nayara Cruz, 17 anos, faz parte do Grupo Maracatu Leão da Vila, há seis anos. Para ela, é uma grande felicidade e oportunidade de participar desse tipo de intercâmbio cultural. “É maravilhoso, porque em cada canto tem é uma cultura diferente, gente de outros lugares. Então, a gente é uma cultura, mas a gente vai vendo outras culturas. Tinha umas que a gente nem sabia que existia, e podemos levar pro nosso maracatu. Uma coisa pode ligar outra”.

A Cúpula dos Povos acontece até o dia 23 próximo, e o que não vai faltar é apropriação dos espaços políticos por meio da cultura para promover um planeta mais sustentável, e isso, com certeza, começa pela infância.

 

por Rones Maciel

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