COY11: A voz dos Jovens da América Latina na Conferência de Paris

 

Jhoanna Cifuentes*

Vários jovens da América Latina se reuniram no segundo dia da COY11 (Conferência Mundial de Jovens frente às Mudanças Climáticas) em Paris para discutir e apresentar propostas neste grande evento, que busca integrar uma visão conjunta, apoiada nas realidades e necessidades comuns de nossos países, assim como compartilhar expectativas em relação ao que é esperado na COP21 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática).

A reunião teve a participação de jovens da Costa Rica, Peru, Equador, Brasil, México e Colômbia, a maioria dos quais também estará participando da COP21 – considerada uma das conferências mais importantes dos últimos anos, já que se destina a promover um acordo climático global vinculante e mais ambicioso.

Durante a discussão, decidiu-se formar dois grupos: um focado em discutir os projetos e as organizações da juventude, e outro buscando discutir propostas de trabalho para antes, durante e depois da COP21 e, mais especificamente, o manifesto da COY11 – que é precisamente a perspectiva dos jovens como atores importantes nas negociações.

A mexicana Palmira Cuellar, que fez parte do primeiro grupo, conta que neste espaço cada pessoa compartilhou um pouco do trabalho feito em seu país e na organização da qual faz parte, o que evidenciou vários interesses comuns e projetos que podem ser replicadas em outros países – mas  explicou também que é necessário ir além das idéias e consolidar projetos conjuntos.

O brasileiro Iago Hairon, participante do segundo grupo, destacou o objetivo de dar visibilidade ao pensamento dos jovens da América Latina, que é um pouco diferente daqueles do norte do planeta. Neste grupo, cada um dos participantes, a partir de seus próprios interesses, se juntou a um grupo de trabalho focado em um dos seguintes temas: direitos humanos, educação, saúde, comunicação e equidade intergeracional. Este trabalho servirá de apoio ao manifesto que os jovens da COY11 levarão à COP21, onde farão reuniões frequentes para terem suas vozes ouvidas.

Por outro lado, ambos indicaram que ainda existe pouca representação de jovens da América Latina nestes eventos, mas também destacaram que o trabalho dos jovens em relação às mudanças climáticas não se limita somente a participar da grande conferência – mas também são muito importantes as ações realizadas localmente. Da mesma forma, dizem que o espaço de encontro dos jovens latinoamericanos não deve se concentrar somente na COY realizada anualmente, mas que deve haver um trabalho constante durante todo o ano, já que todos compartilhamos objetivos comuns.

* Agência Jovem Internacional de Notícias/ Equipe de Comunicadores da Red+Vos

 

 

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