Copa do Mundo no Brasil: Por um legado positivo

Rede de Jovens, pelo esporte seguro, cobra que governo e sociedade se utilizem do legado dos megaeventos esportivos como promoção do direito ao esporte

Webert da Cruz Elias, do Virajovem Brasília (DF) 

Em junho deste ano, começa no Brasil a maratona dos megaeventos esportivos com a Copa das Confederações. Ela é apenas o início dos eventos que vêm na sequência e terão o nosso País como sede até 2016: Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas e Paralímpiadas (2016). A reportagem de capa da Viração de janeiro abordou a questão do legado que os investimentos na construção de estádios e reorganização de algumas cidades vai deixar para o País. A Rede de Adolescentes e Jovens pelo Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo (Rejupe) também está nessa, promovendo a discussão entre adolescentes e jovens de diversas Regiões brasileiras. A ideia é estimular a juventude a incidir diretamente no planejamento e construção de um legado social positivo para os megaeventos esportivos que o Brasil sediará a partir deste ano.

Atualmente, a rede atua nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, fortalecendo e ampliando esforços com adolescentes, jovens, grupos e organizações que também se dedicam para que o Brasil faça diferença nesta década dos megaeventos esportivos. A mobilização juvenil sobre a situação do esporte neste cenário é uma das principais articulações da rede. Com o debate preexistente, a juventude ganha propriedade e força na voz pela garantia de seus direitos.

Com a chegada da Copa das Confederações em junho deste ano, a Rejupe pretende aprimorar o diálogo entre sociedade civil e o governo sobre os riscos e oportunidades que os eventos podem proporcionar. “O legado positivo estará presente assim como o negativo. Há o risco de recebermos pessoas interessadas em turismo sexual e exploração infantil. Outra questão preocupante é a remoção de moradores e comunidades tradicionais”, afirma Daniel Macêdo, integrante da Rejupe no Ceará.

Situações de vulnerabilidade e violação de direitos acontecem cotidianamente nas grandes capitais que vão sediar os jogos da Copa. Às margens do Estádio do Castelão (CE), por exemplo, uma das primeiras arenas da Copa a ser inaugurada, jovens se expõem a situações de risco por alimento ou qualquer trocado. Frente a essa realidade, os participantes da Rejupe buscam dialogar com o poder público para incidir na tomada de decisões que garantam a implementação de estratégias de proteção integral às crianças e adolescentes no contexto desses megaeventos. Entre outras questões, a Rejupe tenta pautar a promoção que parte do legado social dos megaeventos esteja na promoção da prática do esporte, seguro e inclusivo, para todas as crianças e adolescentes do Brasil.

Em cenário de Copa e Olimpíadas, uma parcela da sociedade brasileira também enxerga pontos positivos. O aumento das oportunidades de emprego, da economia, do turismo e maiores investimentos em mobilidade urbana e infraestrutura são alguns dos avanços que o Brasil poderá experimentar. No entanto, esses ganhos implicam em investimento público, uma verba que deve ser destinada a garantir melhorias efetivas para a população.

Campanha

Ao longo de 2012, a Rejupe participou ativamente de reuniões junto a gestores públicos dos Estados e municípios que irão receber os grandes eventos esportivos. Os adolescentes estão cientes da relevância do investimento realizado, dos gastos públicos em grandes obras e estádios. Em janeiro de 2013, a Rejupe lançou a Campanha Onde Eu Jogo com o intuito de dar visibilidade e socializar informações sobre a realidade dos locais destinados ao esporte no Brasil, seja na escola, no bairro, ou em associações esportivas.

“Os espaços destinados à prática esportiva no Ceará, na maioria dos casos, são inadequados. Assim, todo espaço livre se torna palco para esporte, seja adequado ou não. A questão que fica: Um orçamento tão alto para a reforma do Castelão e um orçamento praticamente inexistente para o desenvolvimento do lazer e cidadania”, afirma Daniel Macêdo.

Tá na Mão:

Para participar da Campanha, mande as fotos ou vídeos do lugar onde você pratica esporte por inbox na página da Rejupe no Facebook ou pelo endereço de e-mail rejupe@rejupe.org.br. Facebook: www.facebook.com/rejupe. Site: rejupe.org.br

 

 

Rafael

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6 Comments

  • olha ao meu ver , a copa traz benefícios sim , porem o que vai ficar de coisas erradas o povo brasileiro e que vai pagar

  • Pois eu acho q tinha q investir na saúde e tambem o Brasil ganhar ne….

  • legal

  • Eu acho assim, se todo dinheiro investido na copa, fosse investido na saúde, educação, saneamento e segurança, não teria esse problema de "legado positivo ou negativo." Mas… como alguns "políticos" não pensam assim, a maior parte dos brasileiros se revoltam, por não ter uma vida "normal" em questão desses acontecimentos.

  • eu amo a copa porque nus dias de jogo ñ fico na escola fico en casa Asistindo

  • odeio a copa do mundooooooooooo

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